
Ser catequista é colocar sua vocação em missão para levar aos outros o anúncio da Palavra de Deus. Dar a conhecer um Deus que ama sem reservas, com um amor profundo semelhante ao de Jesus, seu Filho.
Jesus é o modelo de catequista que nos confere uma identidade e nos molda o coração à sua semelhança. Olhando para Jesus, para o seu jeito de ser e fazer não conseguimos ficar parados, pois o seu agir nos encanta e nos transmite princípios e valores capazes de nos provocar para o exercício do nosso ministério, impulsionando-nos para exercer bem a nossa missão e nela encontrar nossa realização e alegria.
A verdadeira vocação não consiste em aderir a um projeto definido nos mínimos detalhes, mas construir uma história junto com Deus. Ele que veio fazer morada no nosso meio, vamos juntos construir a nossa história.
A vocação é um chamado que nos leva, antes de tudo, escutar a palavra para fazer boas escolhas para anunciar.
A Palavra de Deus como fonte da catequese tem um papel indispensável no processo da nossa caminhada junto à comunidade. Na Sagrada Escritura, Deus se revela a nós e o Espírito Santo nos ajuda a aprofundar o mistério nela contido e a realizá-lo em nossa vida cotidiana. O catequista, depois de apropriar-se desse mistério em sua vida, coloca-se a serviço da palavra, comunica quem é esse Deus amor e, mediante a interação entre Palavra e Vida, prepara os corações para o encontro com ele, anunciando a Palavra com vigor e ardor missionário.
Ao anunciar a Palavra de Deus, nós catequistas estamos sempre atentos e, juntamente com os jovens e adultos vamos percebendo que os encontros se oferecem como espaço para ouvir a palavra de Deus e refletir sobre ela. A palavra chega como um farol para orientar nossas vidas e dá-nos um sentido maior, a fim de que realizemos como pessoas e como cristãos, vivamos em comunidade e possamos assumir a missão na sociedade.
A Palavra de Deus se interage com nossa vida e, nesse sentido ao refletir sobre ela, os encontros se tornam vivos, nos fazem comemorar a vida de cada um presente, os aniversários, as caminhadas, os campeonatos, gincanas e campanhas, construir novas redes. E em meio a essas alegrias, catequistas e catequizandos crescem na amizade, amadurecem suas escolhas e crescem na amizade com Jesus.
Deus gosta de misturar sua vida com a nossa. Desde o princípio foi assim. Debaixo de uma tenda criou-se o lugar de comunhão entre as pessoas do bem, que se protegem, que zelam umas pelas outras, que topam qualquer parada e partilham uma mesma missão. Na sua moradia móvel, permitia ao povo experimentar a força da união na trilha dura do deserto. Depois essa moradia de Deus chega à sua máxima expressão na pessoa de Jesus Cristo. Um jeito que ele encontrou para permanecer conosco e poder mergulhar na noite da infidelidade, da injustiça, da traição humana, sendo humilhado e punido à morte de cruz. Mas esse nosso Deus vence o poder da morte e torna imortal a nossa carne, abrindo para nós as portas da ressurreição. A humanidade de Jesus é a nova tenda de Deus para fazer sua morada no meio de nós.
É sobre esse Deus que nós catequistas nos propomos anunciar. Esse Deus que é amor e misericórdia que nos olha, nos acolhe e nos faz tenda para continuar morando no meio de nós.
E nós catequistas? nós precisamos procurar nos despir do manto do poder, da vaidade, do sabe tudo e colocar o avental de servidor. E se colocar ao serviço da evangelização em nossas comunidades.
E como podemos servir?
Servir é um ser-para-os-outros. É o viver para o Pai e os irmãos e irmãs, como o Filho Jesus viveu. Um serviço assim vai se desdobrando em gestos de responsabilidade e perseverança nos encontros catequéticos, na atenção nos familiares dos catequizandos, no comprometimento e no engajamento nas atividades pastorais.
Trata-se de um semear sempre pela estrada afora, sentindo a brisa suave do evangelho. É um contínuo semear no campo do mundo, na imensa seara do povo.
Parabéns a você Catequistas, pelo seu dia, pelo nosso dia. Que todos juntos possamos ser Igreja “Povo de Deus”, e nas nossas relações uns com os outros e todos formemos um corpo vital “Corpo de Cristo” e como pedras vivas do edifício de Deus, profundamente unidas a Cristo, pedra fundamental, constituímos em “Templo do Espírito”.
Partícipes do processo de Iniciação Cristã, somos configurados com o Senhor e nos tornamos um sinal vivo da sua presença e do seu amor.
Neuza Silveira de Souza. Coordenadora do Secretariado Arquidiocesano Bíblico-Catequético de Belo Horizonte.

A exemplo do primeiro grupo de catequistas de Jesus, seus apóstolos, somos chamados a viver nossa vocação de catequistas, no exercício do cumprimento da tarefa de fazer ecoar, por toda parte, a Boa Nova da chegada do reino, inaugurado por Cristo, que veio para que todos tivessem vida em plenitude (cf. Jo 10,10). Deus nos colocou nesse mundo, para que assumamos a nossa vocação, seja ela matrimonial ou sacerdotal ou religiosa e até mesmo a profissional, lugar onde desenvolvemos nossos talentos.
Vocação é vida. Nossa vida é um chamado e todas as vocações têm o seu devido valor, pois a verdadeira riqueza social é a pessoa humana. Cada passo deve ser dado com entusiasmo e prazer. O importante é reconhecer que viver é colocar-se a serviço uns dos outros.
Se você consegue ajudar uma só pessoa a viver melhor, isto já justifica o dom da vida. Cada vez que nossos olhos se abrem para reconhecer o outro, ilumina mais a nossa fé para reconhecer a Deus. Quando vivemos a mística de nos aproximar dos outros com a intenção de procurar o seu bem, ampliamos o nosso interior para receber os mais belos dons do Senhor. Cada vez que encontramos com um ser humano no amor, ficamos capazes de descobrir algo de novo sobre Deus. Estas coisas estão interligadas com a vontade do Pai. E quem nos mostra a vontade do Pai é seu Filho Jesus Cristo. A pessoa só precisa crer.
Na caminhada não podemos deixar que o sabor se perca. Diante dos grandes desafios atuais somos chamados a reaprender a dialogar com aquilo que não se concorda; reaprender a evangelizar, tendo como referencial Jesus, pessoa como nós, que nos anima: “eu vim para que todos tenham vida e tenham em abundância” (Jo10,10), porque a vida é sagrada em todas as suas fases e dimensões.
Diante de uma realidade atual onde predomina o individualismo, precisamos desenvolver a escuta atenta, paciente e acolhedora, resguardar a imagem do cristianismo como estilo de vida, começando pela solidariedade, pelo perdão e fraternidade. Muitas vezes nos sentimos fechados para o diálogo, à reconciliação, ao perdão, mas aí precisamos abrir nossos corações ao amor de Jesus, acreditar na sua misericórdia para continuar em frente.
Não podemos esquecer do ordenamento de Jesus: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. (Mc 16,15). Cumprir a ordem de Jesus e sair para anunciá-lo é tarefa de todos nós, discípulos e catequistas dele, pois Ele é o próprio Evangelho, a Boa Nova que deve ser anunciada para que todos possam conhecê-lo, e fazer a experiência desse encontro pessoal, deixando-se conduzir para dentro do Mistério: a sua paixão e ressurreição.
Qual é o mistério de Jesus?
Jesus foi um ser humano como nós, mostrando-nos Deus com Pai e a pessoa humana como irmã. No mistério da encarnação encontramos o princípio e o fundamento do seu jeito de ser. Num mundo onde se procura, por todos os meios possíveis estar acima de tudo e de todos, Deus desce, toma forma humana para humanizar e divinizar a humanidade. Jesus, o Verbo Encarnado, é o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem. É santo Irineu que vai nos dizer que: “O Verbo (Jesus Cristo), em virtude do seu imenso amor (à humanidade), se fez o que somos, para sermos o que Ele é”.
A Encarnação é, também, a expressão da solidariedade de Deus com os excluídos e dos pobres da terra. O local e a forma do seu nascimento já é uma profecia.
Pela Encarnação, Deus fixou sua tenda entre os pobres da terra, entrou na história dos povos e a assumiu como própria.
Jesus, o Filho de Deus, para fazer-se entender, falou a linguagem humana dos simples da terra, e para sentir o que sentiam, “trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com o coração humano, nascido da Virgem Maria se fez verdadeiramente um de nós, semelhante em tudo, exceto no pecado” (GS 22).
Jesus de Nazaré, o Verbo Encarnado, é a revelação histórica de Deus, o sacramento do Pai, sacramento da solidariedade de Deus-Amor para conosco, sinal da proximidade de Deus. Deus-conosco, o lugar de sua presença e do encontro com Ele, a “imagem do Deus invisível” (Cl 1,15). Aquele Jesus que ensinou a orar, também ensinou a servir, afirmando que não veio para ser servido, mas para servir. Ele nos desinstala de nosso comodismo e, a seu exemplo, nos convoca a ser profetas, denunciando e anunciando o seu Reino de amor.
Jesus participou intensamente da vida e da cultura de seu povo simples. Com ele aprendemos que: para ser bom Mestre, é necessário antes ser bom discípulo. E ser bom Mestre não é meramente uma questão de conteúdo; é, sobretudo, um modo de ser, uma forma de viver. Sempre à luz do Espírito Santo.
Neuza Silveira de Souza. Coordenadora do Secretariado Arquidiocesano Bíblico-Catequético de Belo Horizonte.

Todos nós somos chamados a uma missão e, de algum modo, a realizar algo em nossas vidas. Mesmo em tempos de desânimo e falta de entusiasmo, Deus nos chama para continuar firme na aventura de procurar novos caminhos e de saciar a nossa sede da água viva que Jesus nos fala. “É o Senhor que nos indica para que margens devemos ir”. À Luz do Espírito Santo, vamos caminhando e descobrindo que direção tomar. Um dos primeiros passos para encontrar o caminho é se esforçar para ouvir a própria voz interior e se aproximar de Deus.
Chamados pela nossa vocação batismal, temos de abrir novas estradas. Conscientizar-nos do nosso compromisso com o mundo, com a Igreja e com a nossa comunidade. Para além da vocação batismal, o catequista é aquele que nasce do seio da comunidade, recebeu o dom da fé e faz dela dom aos outros, ajudando as pessoas (seus catequizandos) a crescerem na maturidade da fé. Seu papel fundamental é anunciar o Reino de amor.
É através do amor de Deus que o catequista se expressa como pedagogo e mistagogo. Ele cuida da educação da fé e ajuda as pessoas a adentrar-se no mistério dessa mesma fé. Ele é uma pessoa que prima pela convivência fraterna. Não se pode viver sem sonhos, sem amor, sem doação plena. E tudo isso é fruto do amor que nos habita, fruto da graça divina.
Ao encontrar as respostas que brotam de dentro de nós mesmos é mais fácil perceber o chamado de Deus e então, com coerência, responder afirmativamente. A busca interior e vivência da espiritualidade se apresenta como caminhos que podem ser interpretados de maneira mais clara para ir realizando o projeto de vida.
Grandes são os desafios. Somos despertados para sermos fontes de esperanças, uns para com os outros. O ser humano tem a liberdade de responder ou não a esse chamado a Deus. O chamado é para deixar-se amar. Um amor incondicional que não nos exige nada a não ser amar simplesmente. Um amor que nos impulsiona para ir além. Ir encontrar o outro e com ele caminhar.
Jesus é o modelo de catequista que nos confere uma identidade e nos molda o coração à sua semelhança. Olhando para Jesus, para o seu jeito de ser e fazer não conseguimos ficar parados, pois o seu agir nos encanta e nos transmite princípios e valores capazes de nos provocar para o exercício do nosso ministério, impulsionando-nos para exercer bem a nossa missão e nela encontrar nossa realização e alegria.
Como a experiência do Etíope Eunuco (At 8), pela qual ele passou quando do seu encontro com Felipe, também acontece conosco quando respondemos ao chamado do Cristo e com Ele configuramos, assumindo a centralidade do mandamento do Amor. O Espírito Santo está sempre conosco e nos impulsiona a falar aos outros do seu amor, da sua vida, dos seus ensinamentos. Se vivermos o amor do Cristo junto aos nossos irmãos de fé, todos nos reconhecerão como discípulos dele (cf. Jo 13, 34-35). Essa é a alegria do evangelho que nos mantém firmes em nossos propósitos de fazer missão. O amor é para Jesus o parâmetro relacional e o princípio pedagógico fundamental.
Viver a vocação é Dom de Deus
Viver a vocação é responder a esse chamado de Deus. Vocação é dom. Cada pessoa recebe seu chamado específico. Um chamado que lhe confere uma identidade pessoal. Daí a busca pela descoberta de sua vocação que é realizar sua missão a partir da vontade do Pai.
Cada pessoa tem em si dimensões que vão sendo aprimoradas no decorrer do tempo e da vivência do chamado. Elas ajudam o cristão no desenvolvimento de sua missão e vocação.
Na sua dimensão humana ela é o dom da existência e da vida dado por Deus. Traz em si uma missão de evolução constante em direção a sermos pessoas melhores e construirmos uma sociedade mais justa e fraterna; Nós não podemos esquecer de que somos criados à imagem e semelhança de Deus, chamados a viver o amor.
E, em segundo, enquanto cristãos batizados somos convocados a viver nosso compromisso batismal se colocando no seguimento de Jesus. Evangelizar levando a Boa Nova a toda a humanidade para renová-la e transformá-la no seu processo de conversão.
A nossa fé é também eclesial e é vivida em meio à comunidade, lugar de onde brota verdadeiras vocações e lugar onde somos chamados a realizar nossa própria missão.
Na caminhada precisamos estar atentos para “Escutar, discernir e viver a Palavra de Deus”, pois nossa vida e a nossa presença no mundo são frutos duma vocação divina”. É o Espírito Santo o protagonista dessa nossa ação.
Ser catequista é colocar sua vocação em missão para levar aos outros o anúncio da Palavra de Deus. Dar a conhecer um Deus que ama sem reservas, com um amor profundo semelhante ao de Jesus, seu Filho.
Neuza Silveira de Souza. Coordenadora do Secretariado Arquidiocesano Bíblico-Catequético de Belo Horizonte.

SUGESTÕES LITÚRGICAS PARA MISSA DO DIA DO CATEQUISTA 2026
30.08.26 – XXII Domingo do tempo comum
Ambiente e material: Em um painel, à entrada da igreja, podem-se colocar fotos expressivas da caminhada catequética da comunidade, com uma frase lembrando o dia do catequista. Reservar bancos para os catequistas convidados para a celebração (catequistas com crianças, com jovens e com adultos; catequistas do batismo e catequistas da catequese matrimonial). Preparar uma lembrancinha para oferecer a todos eles. Se possível, após a missa, faça-se uma confraternização. Convidá-los para a procissão de entrada.
1. Refrão meditativo: Senhor, chamaste-me e aqui estou.
(https://www.youtube.com/watch?v=eOx7NzjNmVU)
2. Saudação: Após a saudação inicial da Missa, o presidente da celebração pode saudar especialmente os catequistas presentes, com afeto e alegria.
3. Leituras do dia (Em acordo com a Pastoral Litúrgica da comunidade, ao menos uma das leituras pode ser proclamada por um catequista): Jr 20,7-9 • Sl 62(63),2.3-4.5-6.8-9 (R. 2b) • Rm 12,1-2 • Mt 16,21-27
4. Apontamentos para inserir o Ministério de Catequista na homilia do dia:
-A Palavra de Deus deste domingo nos coloca diante de uma verdade essencial para todo catequista: não podemos anunciar Jesus sem antes nos deixar transformar por Ele.
-Jeremias experimenta a força da vocação. Sente-se “seduzido” pelo Senhor. É assim que nasce a autêntica vocação. A Palavra de Deus arde dentro dele como um fogo que não pode ser apagado. Também o catequista é alguém que foi alcançado por uma Palavra que o chama e o envia. Catequizar é compartilhar uma experiência de fé que nos toca profundamente e nos impulsiona a dizer: “Não posso guardar para mim aquilo que Deus me fez experimentar!”.
O Salmo expressa: “A minha alma tem sede de vós, ó meu Deus.” Essa sede precisa estar no coração de todo catequista. Antes de ensinar a rezar, precisamos ser pessoas de oração; antes de falar de Deus, precisamos cultivar intimidade com Ele; antes de conduzir outros ao encontro com Cristo, precisamos nós mesmos permanecer nesse encontro.
-São Paulo nos convida a oferecer a própria vida como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” e a não nos conformarmos com a mentalidade do mundo, mas a nos transformarmos pela renovação da mente. O ministério de catequista exige exatamente isso: uma vida que seja testemunho. O catequista não ensina apenas com suas palavras, mas com seu modo de acolher, escutar, perdoar, servir e amar.
-No Evangelho, Jesus revela que o caminho do discípulo passa pela cruz: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.” O catequista também é chamado a compreender que seu ministério não é busca de reconhecimento, mas serviço. Muitas vezes será necessário recomeçar, ter paciência, acolher quem chega desmotivado, acompanhar processos lentos e sem resultados imediatos. É uma missão que pede entrega.
-Ser catequista é, portanto, deixar que a Palavra nos transforme para que, com o nosso testemunho, ela possa transformar outros. É carregar no coração a sede de Deus, oferecer a própria vida e seguir Jesus pelo caminho do amor, inclusive quando esse caminho passa pela cruz.
-Que cada catequista possa hoje perguntar a si mesmo: Minha vida ajuda aqueles que catequizo a encontrar Jesus? Minha fé desperta neles o desejo de Deus? Estou disposto a seguir Cristo não apenas quando é fácil, mas também quando é exigente?
5. Oração da comunidade (Ao final das preces, convidar os catequistas a rezarem, juntos, a oração do catequista, inspirada na Encíclica Magnifica Humanitas).
ORAÇÃO DO CATEQUISTA
Senhor nosso Deus, Pai de toda a humanidade,
nós vos agradecemos pelo dom da vida e pela dignidade com que criastes cada pessoa.
Dai-nos um coração atento à beleza de cada ser humano, capaz de acolher, escutar e reconhecer, em cada rosto, a vossa imagem e semelhança.
Num mundo de tantas transformações e tecnologias, fazei que nós, catequistas, saibamos utilizar os recursos do nosso tempo a serviço do Evangelho, sem jamais esquecer que nenhuma tecnologia substitui a beleza de um encontro, a força de uma presença e a ternura de um coração que escuta.
Que nossa catequese não apenas transmita conhecimentos, mas forme discípulos;
não apenas ensine a fé, mas testemunhe a esperança;
não apenas fale de Cristo, mas conduza ao encontro com Ele.
Jesus, Mestre e Catequista, vivei em nós e fortalecei nossa missão.
Espírito Santo, renovai nossa fé e nosso ardor.
E que nossa vida e nosso ministério ajudem a construir uma humanidade
mais justa, fraterna e plenamente humana, onde cada pessoa possa descobrir
que é amada por Deus e chamada à plenitude da vida.
Amém.
6. Homenagens: Ao final da celebração, palavras de gratidão e reconhecimento podem ser dirigidas aos catequistas e uma lembrancinha ser oferecida a cada um deles, enquanto se canta uma música vocacional.

CELEBRAÇÃO PARA O DIA DO CATEQUISTA - 2026
(Proposta de Celebração para ser feita com o Grupo de Catequistas)
Ambiente e material: local alegre, com cartazes, flores, cadeiras em círculo. Traçar com giz ou barbante as margens de um caminho. Nele estarão: recortes ou imagens de pessoas de várias idades e da realidade atual, computador ou notebook, alguns celulares. Também, no meio do caminho, a Bíblia, vela, flores naturais, o Diretório para a catequese e a Carta encíclica Magnifica Humanitas (MD).
1. ACOLHIDA: Os participantes são acolhidos e convidados a se acolherem mutuamente, com muito carinho e alegria.
2. REFRÃO MEDITATIVO: Senhor, chamaste-me e aqui estou.
(https://www.youtube.com/watch?v=eOx7NzjNmVU)
3. ABERTURA
Animador: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Amém!
Animador: Queridos catequistas, em tudo devemos dar graças a Deus e, hoje, especialmente, pelo dom de nossa vocação e também renovar nosso sim. A paz e a alegria do Pai, que nos chamou e escolheu, o amor de Jesus, mestre e modelo de catequista e a luz do Espírito que nos anima e conduz estejam com todos vocês.
Todos: Louvado seja Deus, pelo dom de nossa vocação!
4. PARTINDO DA VIDA
Animador: A todo momento, ecoa em nossa vida as palavras de Jesus: “Não foram vocês quem me escolheram, mas eu os escolhi” (Jo 15,16). Ele nos escolheu para sermos catequistas, para fazer ressoar nos corações a alegria do Evangelho. Somos companheiros de caminhada, que vamos suscitando nas pessoas o desejo de conhecer, viver e experimentar o que dá sentido às nossas vidas: o encontro com Jesus Cristo, na comunidade de fé, a Igreja.
Todos: Ei-me aqui, Senhor! Eis-me aqui, Senhor. Pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor, pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor. Eis-me aqui, Senhor.
(https://www.youtube.com/results?search_query=eis+me+aqui+senhor+pra+fazer+tua+vontade+letra)
Animador: Caminhamos juntos na fé e vivemos essa aventura nos mais diversos contextos, buscando envolver pessoas de idades e situações diferentes para que possam ser iniciadas e educadas na fé e para a fé e viver em Cristo.
Todos: Eis-me, aqui, Senhor...
Animador: Há um imperativo na catequese que nós catequistas levamos a sério: inspirados pelo mistério da encarnação, assumimos a realidade, na fidelidade à Palavra e à vida das pessoas, iluminando e interpretando a vida e a história humanas (cf. Diretório para a catequese, 55).
Todos: Eis-me, aqui, Senhor...
Animador: Olhemos as imagens espalhadas ao longo do caminho. De que realidades nos falam? O que mais nos chamou a atenção? Percebemos, aí, um grande apelo da Igreja que nos convoca a serviço da vida?
(Deixar que os participantes caminhem e observem as imagens. Já nos lugares, encaminhar uma partilha).
5. Deixar-se educar pela Palavra
Canto de escuta: Eu vim para escutar tua Palavra...
(https://www.youtube.com/watch?v=orXD8NT0SUE)
Proclamação da Palavra: Rm 10,8-9.14 -15
6. Nossa resposta orante à Palavra:
Animador 1: Sendo a catequese uma ação da Igreja, nós catequistas abraçamos sua missão: ser sinal e instrumento para que o reinado de Deus seja uma realidade no mundo. Queremos ver realizado o sonho de Jesus: “Que todos tenham vida e vida plena” (Jo 10,10). Por isso, estamos atentos à voz de nossos pastores.
Todos: Toma, Senhor, nossa vida em ação, para mudá-la em fruto e missão!
(https://www.youtube.com/watch?v=RD6UG3Mlg64)
Animador 2: Se o Diretório Geral para a Catequese já nos convidava a enfrentar questões vitais, entre as quais o sentido da vida, a justiça e a paz, levantadas pelas mudanças ocasionadas pela cultura digital (cf. n.359 e 371), papa Leão XIV oferece ao mundo, sua primeira carta encíclica: A Magnífica Humanidade e nos faz nova convocação.
Todos: Toma, Senhor, nossa vida em ação, para mudá-la em fruto e missão!
Animador 1: É apelo do Santo Padre: “fazer amadurecer a história como um lugar onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada” (MH,1). É uma exigência de nossa vocação de catequistas: “nos formar para viver o mundo digital de forma humana”, considerá-lo “um continente a ser evangelizado”, “ser missionários generosos e maduros na fé” (MH 238).
Todos: Toma, Senhor, nossa vida em ação, para mudá-la em fruto e missão!
Animador 2: Nossa missão de catequistas, no “canteiro de obras de nosso tempo” (MH 236-242), dominado e transformado pela digitalização, inteligência artificial e robótica, é ser “artesãos em educar, dispostos a um trabalho paciente”; “acompanhar crianças e adolescente na utilização de tecnologias como espaço de relação responsável”; “ajudar a reconhecer riscos e escolher o que faz crescer” (MD, 238).
Todos: Toma, Senhor, nossa vida em ação, para mudá-la em fruto e missão!
Animador 1: Rezemos, juntos, a Oração do Dia Nacional do Catequista (se houver)
7. Guardar no gesto a experiência da fé
Animador 1: Papa Leão XIV, usando imagens bíblicas, com espírito de pastor e pai, dirige-nos um comovente apelo para evitarmos a “síndrome da Torre de Babel”, da desumanização, construindo um futuro sem Deus. Ele nos convoca a assumir o “caminho de Neemias” (MD 10), unindo, partilhando dons e forças, construindo o bem “a fim de que a humanidade nunca perca a própria beleza e o mundo reconheça no coração do ser humano o lugar onde Deus deseja habitar” (MD 15).
Animador 2: Como essas palavras repercutem em seu coração de catequista? Em seus encontros de catequese, você possibilita a escuta da Palavra, o encontro com Jesus e o compromisso com a construção do bem? Está levando a sério a realidade da “cultura digital” e da “era da inteligência artificial”? Está procurando se atualizar e observar as orientações para a catequese da CNBB, do regional, de sua diocese e paróquia? (Tempo de silêncio). Quem quiser, pode dizer uma palavra que indique seu compromisso de viver melhor sua vocação de catequista e entre no caminho traçado no chão.
(Dar certo tempo e convidar os demais para entrarem no caminho traçado, enquanto se levanta a Bíblia e os documentos).
De mãos dadas, simbolizando o assumir juntos o “caminho de Neemias”, cantemos:
Canto: E pelo mundo eu vou, cantado o teu amor, pois disponível estou par servir-te, Senhor!
(https://www.youtube.com/watch?v=Vv07fzZfTrw)
8. Permanecer na Oração
Animador: Vamos manifestar nossa gratidão pelo dom de ser catequista, reforçando o compromisso de caminharmos juntos na construção da “civilização do amor”. Procuremos dialogar com um catequizando, com outro catequista ou com alguém da comunidade sobre a importância de se preservar a dignidade humana, na era da inteligência artificial. Manifestemos também a importância de nossa vocação de catequistas, nesse contexto.
9. Despedida
Animador: A oração de Jesus é o resumo do seu projeto: que todos se sintam filhos amados do Pai e irmãos queridos uns dos outros, não faltando o pão da dignidade para ninguém. Rezemos:
Todos: Pai nosso, que estais nos céus...
Animador: Peçamos a Maria, mãe e modelo do catequista, que nos ajude a viver nossa vocação e a “sermos tecelões de esperança no nosso mundo”. Que “acompanhe nossos passos no presente em mudança... para que possamos testemunhar a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus” (MH 245).
Todos: Ave Maria, cheia de graça...
Animador: Que o Senhor nos dê sua graça e a sua bênção, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém.
Canto: Alma Missionária: Leva-me aonde os homens necessitem tua palavra
(https://www.youtube.com/watch?v=XtU1sDkCZOU)

Que saibamos encontrar formas de comunicar o que nos pesa.
Que não deixemos cristalizar a dor debaixo da nossa pele.
Que não naturalizemos o não falar. O não dizer. O guardar para nós.
Que as nossas palavras sejam mais vezes penas do que setas.
Que as nossas atitudes revelem a bondade do nosso coração, mas que isso não seja confundido com permissividade.
Que as palavras saiam depois de serem pensadas e rezadas. Que sejam eco nosso, mas nunca (simplesmente) reação em modo fogo posto.
Que possamos ser quem somos, ainda que os outros possam não gostar. Ou até julgar.
Que nos sobre empatia, mesmo quando os outros nos devolverem arrogância ou artilharia pesada.
Que a nossa assertividade não se confunda com agressividade.
Que a comunicação menos violenta seja um modo de vida. Uma aprendizagem que fique e que se torne forma de ser e de estar.
Que a nossa alma seja livre quando decidir falar ou expressar-se.
Que a nossa voz tenha asas para voar quando decidir ir contra o que todos pensam.
Que os nossos ouvidos filtrem o bom, apenas. E que o coração deixe cair o que foi menos simpático ou até doloroso.
Que as nossas palavras sejam colo e pão para quem vive sozinho ou com fome de amor e de companhia.
Que o que somos atravesse os outros de uma forma delicada, gentil e corajosa.
Que a nossa verdade seja sempre maior que a verdade que o mundo nos quer impingir.
O que fica por dizer pode transformar-se em pedra pesada dentro do coração.
Que não fique nada por dizer. E que o que for dito seja dito com amor.
Marta Arrais
in: imissio.net 16.06.2026

A II Romaria Nacional de Catequistas acontecerá em Aparecida (SP), no Centro de Eventos padre Vitor Coelho de Almeida, nas imediações do Santuário Nacional. A programação tem início no dia 27 de agosto de 2026, com o credenciamento, no período da tarde. As conferências, oficinas e celebrações acontecem das 8h do dia 28 de agosto até às 13h do dia 30 de agosto de 2026. A programação detalhada ainda será divulgada.
Nesta edição, haverá 13 oficinas disponíveis e cada participante deve optar pela oficina escolhida já no momento da inscrição. Elas têm vagas limitadas, portanto, a escolha estará sujeita à disponibilidade de vagas. Não é possível alterar a opção de oficina após a conclusão das inscrições. Outra novidade é que o coordenador da caravana pode fazer a inscrição do seu grupo diretamente pela plataforma, sem necessidade de solicitar link adicional.
De acordo com a assessora da Comissão para Animação Bíblico-Catequética da CNBB, Mariana Venâncio, a II Romaria Nacional de Catequistas pretende ser a continuidade do processo iniciado na primeira Romaria.
Primeiro lote (até 31 de dezembro de 2025): R$300,00
Segundo lote (até 30 de abril de 2026): R$ 450,00
Terceiro lote (até 20 de junho de 2026): R$ 550,00
Como se inscrever?
Os prazos dos lotes só valem até o preenchimento do número limite de vagas. Caso ele seja atingido, será necessário fechar as inscrições antes das datas previstas. Mais detalhes sobre o evento e a programação serão divulgados posteriormente aqui no site da CNBB e no perfil da Comissão nas redes sociais: @romariadecatequistas.
As inscrições podem ser feitas pela plataforma da CiaTicket, no seguinte link: ciaticket

CELEBRAÇÃO DO DIA DO CATEQUISTA – 2025
A VOCAÇÃO DO CATEQUISTA NASCE DO CORAÇÃO DE JESUS
ROTEIRO DA CELEBRAÇÃO
1. ACOLHIDA
Dirigente: Queridos catequistas, é muito bom poder encontrá-los para essa celebração. A presença de cada um de vocês é motivo de grande alegria. Vamos iniciar nosso encontro em nome da Santíssima Trindade, grande modelo de amor e de comunhão para todos nós:
Todos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Dirigente: O saudoso Papa Francisco, na Carta Encíclica DILEXIT NOS sobre o amor humano e divino do coração de Jesus, no capítulo II, nos ensina que “o Coração de Cristo simboliza o centro pessoal de onde brota o seu amor por nós, é o núcleo vivo do primeiro anúncio”.
Leitor 1: É nesse coração amoroso de Jesus que deve se ancorar a vocação de todo catequista. A nossa proximidade e a intimidade com o coração de Jesus devem tornar nossos corações semelhantes ao Dele.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Dirigente: “O modo como Cristo nos ama é algo que Ele não quis explicar-nos exaustivamente. Mostra-o nos seus gestos” (DN, n. 33). Por isso precisamos estar atentos aos gestos e palavras de Jesus, os quais refletem a ternura do seu coração.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 2: Jesus está sempre à procura, sempre próximo, sempre aberto ao encontro. O Evangelho está permeado desses gestos de ternura e proximidade.
Dirigente: “Contemplamos isto quando o Senhor se detém a conversar com a Samaritana, junto do poço onde ela ia buscar água (cf. Jo 4, 5-7). Vemo-lo quando, no meio da noite escura, encontra Nicodemos, que tinha medo de ser visto perto d’Ele (cf. Jo 3, 1-2). Admiramo-lo quando, sem se envergonhar, deixa que uma prostituta lhe lave os pés (cf. Lc 7, 36-50); quando diz, olhos nos olhos, à mulher adúltera: “Não te condeno” (Jo 8, 11); ou quando, perante a indiferença dos discípulos, diz afetuosamente ao cego do caminho: “Que queres que te faça?” (Mc 10, 51). (DN, n. 35)
Todos: Cristo mostra que Deus é proximidade, compaixão e ternura.
Leitor 1: Quantas coisas precisamos aprender com o Senhor, para transformar nossos corações e tornarmo-nos realmente catequistas segundo o coração de Jesus. Por isso queremos fazer essa celebração orante do Dia do Catequista, imbuídos na certeza de que a oração é uma das bases que nos sustentará na caminhada de conversão do coração, rumo ao Ministério de Catequista. Quando nos colocamos em diálogo com o Senhor, suas palavras fazem arder os nossos corações.
2. A PALAVRA DE DEUS NOS ILUMINA:
Dirigente: Nesse momento vamos dar início ao nosso momento orante, acolhendo a vela.
Canto: Óh, luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós.
Leitor 2 - À luz da fé, olhemos para a chama dessa vela, que está em movimento contínuo. O fogo transforma, traz a luz e o calor, é um dos símbolos do Espírito Santo. Vamos invocar o Espírito Santo para transformar nossos corações e iluminar esse momento de oração.
Canto – Vem Espírito Santo, vem, vem iluminar... (ou outro a definir)
Dirigente: Vamos nos preparar para a Leitura Orante da Palavra de Deus fazendo um exercício breve de silenciamento.
LEITURA ORANTE:
· PRIMEIRO PASSO (LEITURA):
Dirigente: Nesse momento você deve fazer a seguinte pergunta: "O que o texto diz?"
Ouça atentamente o texto bíblico e procure gravar as palavras que mais te chamarem a atenção:
Leitor 1 – Lc 24, 13-35
· SEGUNDO PASSO (MEDITAÇÃO):
Dirigente: A pergunta agora é: O que o texto diz para mim (ou para nós)?
Neste segundo passo, você entra em diálogo com o texto, associando a Palavra de Deus à sua vida. Ouça novamente o texto bíblico, procurando perceber o que a Palavra de Deus diz para você, a fim de transformar o seu modo de ver a realidade.
Leitor 2 – Lc 24, 13-35
· TERCEIRO PASSO (ORAÇÃO):
Dirigente: É o momento de responder a Deus, de mergulhar mais profundamente no diálogo com o Senhor! A oração nasce como fruto da meditação. O caminho de escuta da Palavra feito até aqui fez arder nossos corações e nos leva a dar uma resposta a Deus.
O que o texto me faz responder ao Senhor? (instante de silêncio)
· QUARTO PASSO (CONTEMPLAÇÃO):
Dirigente: É momento de contemplar na vida aquilo que rezamos e contemplar o caminho que o Senhor fez e faz conosco a cada dia. A contemplação é a luz que sobrou nos seus olhos depois que terminou a leitura, a meditação e a oração e que faz com que você comece a ver o mundo e a vida com os olhos de Deus.
As perguntas agora são:
• Qual o novo olhar que se abriu em mim depois da leitura orante? (instante de silêncio)
• Como tudo aquilo que foi lido, meditado e rezado me ajudará a viver plenamente? (instante de silêncio)
• Quais desafios se abrem diante de mim? Que compromisso essa Palavra suscitou em meu coração? (instante de silêncio)
· PARTILHA:
Dirigente: Conversem por uns instantes sobre a experiência vivida com a Leitura Orante, partilhando o que Deus suscitou nos corações. (instantes)
Canto: Fica conosco, Senhor (ou outro a definir)
3. REZAR COM A PALAVRA:
Dirigente: Agora coloque mais uma vez a mão no seu coração de catequista. Sinta as batidas desse coração. Como ele estava quando você chegou aqui? E como ele está agora? (instante)
Leitor 1: Nesse momento queremos pedir que o Senhor olhe para nós com a sua ternura e a sua misericórdia. Vamos apresentar a Ele os vários tipos de coração que batem no peito dos catequistas.
Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de pedra, que é áspero e duro, no entanto é rocha firme e segura no trabalho incansável pelo anuncio do Evangelho.
Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de pedra, para continuarmos a anunciar o Evangelho com firmeza e incansavelmente.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 1: Vamos receber agora o Coração de pano, feito de fios moles e entrelaçados, mas que se tornam agasalhos para os frágeis e conforto a tantos irmãos.
Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de pano, para continuarmos a ser conforto e proximidade para tantos irmãos fragilizados.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de madeira, que nos lembra o lenho da cruz, do qual pendeu a Salvação do mundo.
Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de madeira, para prosseguirmos tomando a cruz de cada dia e te seguindo com alegria e entusiasmo.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 1: Vamos receber agora o Coração de vidro, que nos lembra a transparência que devemos ter em nosso modo de ser e agir. Esse coração revela o desejo de viver com coerência e autenticidade.
Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de vidro, para que vivamos nossa vocação com coerência e autenticidade.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de espinho, que foi ferido, mas contínua a espalhar amor, apesar da dor; assim como fez Jesus ao receber a coroa de espinhos.
Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de espinho, para que deixemos que das nossas feridas brote somente amor.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 1: Vamos receber agora o Coração de tijolo, que recorda a vida em comunidade. Somos parte da Igreja, dessa edificação instituída pelo próprio Cristo, para continuar sua missão no mundo. Não estamos sozinhos na missão catequética. Caminhamos junto com os membros das outras pastorais, movimentos, associações e organismos. Queremos tornar concreto o desejo de Jesus de sermos um como Ele e o Pai são um.
Canto: Agora é tempo de ser Igreja, caminhar juntos, participar.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de tijolo, para que sejamos uma Igreja sinodal, na qual todos têm voz e vez e cada um se sente comprometido com a missão evangelizadora da Igreja.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de algodão, que é muito fino e delicado, mas é fundamental para ajudar a limpar as feridas dos irmãos. Queremos viver a mansidão e a delicadeza de nos colocarmos sempre ao lado dos que se encontram machucados por tantas situações dolorosas da vida.
Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de algodão, para que saibamos limpar as feridas dos irmãos com ternura e delicadeza.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 1: Vamos receber agora o Coração de papel, presente no peito de quem é capaz de deixar Deus escrever uma linda história em sua própria vida, na alegria da entrega total ao Senhor.
Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de papel, para que saibamos nos colocar a serviço, deixando-nos conduzir nos caminhos de Tua vontade.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de manteiga, que se derrete com facilidade, sabe se compadecer com os outros e também se encantar com as alegrias e qualidades dos irmãos.
Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de manteiga, para que saibamos nos compadecer dos irmãos em todas as situações desafiadoras pelas quais passam nos caminhos da vida cotidiana.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Leitor 1 – Vamos receber agora o Coração florido, representando o nosso desejo de florescer onde Deus nos plantar.
Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.
Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações floridos, para que saibamos deixar florescer o melhor de nós, a fim de que sejamos capazes de colocar nossos dons a serviço da comunidade aonde for mais necessário.
Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Canto: Meu coração é para ti Senhor
4. VIVER A PARTIR DA PALAVRA
Dirigente: Agora vamos contemplar todos esses corações por uns instantes. Com qual deles seu coração se identifica mais? (instante)
Leitor 1: A Palavra de Deus nos diz que “A boca fala daquilo que o coração está cheio”. Sobre o que você anda falando? Do que seu coração está cheio?
Leitor 2: Nesse instante renove seu compromisso com o Senhor, a partir dessa celebração. Que gesto concreto você vai assumir para dar passos de conversão do coração, a fim de ser um(a) catequista segundo o coração de Jesus?
Dirigente: Maria guardava no seu Coração Imaculado todas as coisas vividas no relacionamento de intimidade com Deus. Peçamos que ela nos ajude a guardar toda a história linda que vivemos até aqui com o Senhor, a partir da missão catequética.
Todos: Ave Maria...
Canto: Consagração à Nossa Senhora
5. ENCERRAMENTO
Dirigente: Antes de voltarmos para nossas casas, vamos nos abraçar para celebrar nossa fraternidade e nossa vocação.
Canto final: Eis-me aqui Senhor ou outro a definir

Só o verdadeiro pode ser belo. Uma falsa alegria nunca será bela, a menos que todos saibam que não há nela verdade. Nesse caso, sim, até pode manifestar uma beleza admirável.
Uma dor profunda não tem outra beleza que não a de nos fazer viajar para o mais íntimo da nossa alma, onde tudo é belo. Assim, quando algo nos fere, faz-nos mais humanos e, portanto, mais belos, porque mais verdadeiros.
A felicidade eleva-nos. O sofrimento revela-nos a profundidade da existência, bem como as raízes com que nos unimos aos outros.
Hoje evita-se a tristeza, a doença, a perda, o sofrimento, a morte – tudo o que aponta para a fragilidade da existência. Nada disso faz parte daquilo que hoje costuma ser partilhado. Por isso, quando algum de nós experimenta algo mau, ainda tem de o fazer sozinho. Dor em cima de dor. Só porque o mundo ensina que é feio tudo quanto não causa inveja.
Para sermos belos é essencial sermos bons. Devemos ser sensíveis às necessidades do outro, tomando-as como nossas. Amando sem nos preocuparmos em agradar a ninguém.
A mais sublime beleza é a dos que se distinguem, nunca a dos que se fazem notar.
A tristeza é bela porque é essencial à felicidade. Aponta-nos a verdade do que somos na fragilidade do que temos.
Esta vida a que chamamos nossa foi-nos dada, com todas as incertezas que decorrem também de sermos livres.
Pode a vida ser triste? Sim. Mas se for vivida com verdade, então será sempre bela e admirável.
José Luis Nunes Martins
in: imissio.net 27.06.2025


Pe. Gruen e a Catequese
Faleceu, hoje, aos 97 anos, Padre Wolfgang Gruen, SDB.
Pe. Gruen foi professor de Sagrada Escritura e de Catequética na PUC-MG e no ISTA em BH, durante muitos anos. Formou várias gerações de padres e religiosos. Foi membro do Grecat (Grupo de Reflexão Catequética) da CNBB. Ele participou das equipes que elaboraram o Documento Catequese Renovada (1983) e o atual Diretório Nacional de Catequese (2007). Escreveu vários livros e artigos sobre catequese, formação de catequistas, Bíblia e catequese, Catecismo da Igreja Católica. Deu grande contribuição para o Ensino Religioso Escolar, além de ser grande defensor do diálogo ecumênico e inter-religioso.
Assessorou a catequese do Regional Leste 2, por longo tempo. Ele era uma referência, um grande consultor que acompanhava os passos que dávamos no caminho de uma catequese mais bíblica, mais cristocêntrica, mais iniciática.
Foi professor do IRPAC, Instituto Regional de Pastoral Catequética do Regional Leste 2 da CNBB.
Era um homem simples, sem vaidades. Sempre acompanhou uma comunidade, numa grande favela de BH, onde fica a paróquia dos salesianos. Tinha pés no chão. Acompanhou vários grupos de catequistas e o drama da formação dos mesmos.
Era uma biblioteca ambulante. Lia muito, estava sempre atualizado. Há poucos anos foi falar sobre “Medellin e a Catequese” para um grupo de alunos da Especialização em Catequética do Regional Leste 2. Contou em detalhes o que houve naquele contexto e o que foi aprovado naquele documento tão importante (1968). Tinha uma memória gigantesca! Olhando para ele pensei: é uma grande vela já quase no fim, mas com uma chama mais forte que tudo.
Não há palavras para nomear o significado do Pe. Gruen. É uma grande perda! Vou lembrando aos poucos e aos pedaços o que Pe. Gruen foi e fez. É difícil expressar e resumir tudo o que este homem significa. Hoje é um dia triste-belo. Triste porque ele se foi, belo porque ele existiu e foi grande servidor da Palavra de Deus, da Catequese e do Ensino Religioso.
Hoje, fui lembrando dele sempre com a Bíblia na mão, durante as aulas, ouvido atento para escutar o que os alunos estavam descobrindo, respeitando a todos, mesmo se a resposta não fosse a correta. Dia atravessado pela saudade e pelo testemunho desse homem, grande cristão, religioso e padre que soube se dar a vida inteira.
Lucimara Trevizan
Comissão para Animação Bíblico-Catequética do Regional Leste 2 da CNBB
30 de outubro de 2024

A Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB divulgou a programação oficial da Romaria Nacional de Catequistas, que acontece de 30 de agosto a 1º de setembro, em Aparecida (SP), no Santuário Nacional de Nossa Aparecida.
A celebração de abertura, com a renovação das promessas batismais, está programada para às 9h da sexta-feira, dia 30 de agosto. As conferências do primeiro dia serão voltadas às temáticas “Olhar a realidade e os sinais dos tempos” e um “ABC da Iniciação à Vida Cristã”. Na parte da tarde serão feitas reflexões sobre o Querigma e o Catecumenato.
No segundo dia, 31 de agosto, o encontro terá início com a leitura orante da Palavra, às 8h30, e a conferência será sobre “purificação e iluminação”. Também serão realizadas celebração penitencial e confissões individuais nesse dia. Já na parte da tarde, os catequistas ouvirão partilhas sobre as experiências de IVC pelo Brasil e refletirão sobre o tema da Mistagogia.
O último dia da Romaria, 1º de setembro, contará com uma conferência sobre “catequese, mídias digitais e inteligência artificial”. Em seguida, os participantes terão contato com projetos comuns para a Igreja no Brasil em torno da Iniciação à Vida Cristã.
A Romaria será encerrada com a missa de abertura do Mês da Bíblia, que este ano tem como lema “Porei em vós meu espírito, e vivereis” e traz reflexões a respeito do Livro de Ezequiel para as comunidades de todo o Brasil.
fonte: site da CNBB

Nos nossos encontros de catequese, a grande finalidade é levar ao conhecimento dos catequizandos o primeiro anúncio do Evangelho. Possibilitar a eles conhecerem, acolher, celebrar e vivenciar o mistério de Deus, manifestado em Jesus Cristo. Quem se encontra com Jesus, o Mestre que nos revela o Pai e envia o Espírito Santo, não tem outra escolha senão segui-lo e anunciá-lo.
Os catequistas, pessoas de fé e testemunhas do Cristo, percorrem, juntamente com os catequizandos, o caminho de fé, ajudando-os com os ensinamentos do mestre, agindo como ele agia com seus discípulos, ensinando a prática das boas relações fraternas e testemunhando o amor.
Não podemos nos esquecer de algumas atitudes que nos ajudam em nosso “ser catequista” para com os nossos catequizandos:
-Somos todos chamados por Deus a esta missão. Assim se faz necessário buscar a formação adequada, de forma continuada, para bem exercer a nossa missão em resposta ao chamado de Deus.
-Estar de bem com a vida e ser capaz de criar relações fraternas em todos os ambientes, num agir em que transparece a vida, o amor, a paz e o perdão em sintonia mais firme e coerente com Deus, assumindo valores que humanizam a vida de todos.
-Fazer-se presente num processo de formação de uma nova cultura onde homens e mulheres se empenham em construi-la de forma a permitir uma maior realização humana;
-Estar de bem com a vida, respeitando e ajudando a desenvolver a pluridimensionalidade da pessoa humana, sua autonomia e abertura ao outro e a Deus, uma cultura marcada pelo respeito à consciência de cada um, pela tolerância.
-Estar aberta, à diferença e multiculturalidade, na solidariedade com toda a criação, pela rejeição das injustiças e por uma nova sensibilidade para com os pobres. É nessa nova cultura que se faz presente o nosso agir, a exemplo do mestre.
-Alimentar-se da Palavra de Deus e da Eucaristia. Conhecer bem a Palavra de Deus, na Bíblia e na vida; conhecer a espinha dorsal de toda a escritura, que é o desejo de Deus de amar e salvar a humanidade. Ele, que se faz sempre presente, se comunica conosco ao longo dos tempos, faz aliança e manda seu próprio Filho para revelar seu imenso amor por todos nós;
-Ele, o Filho, que se faz Eucaristia para todos. Na leitura e na escuta da Palavra sempre encontramos orientações para a vida, serenidade e força para dizer sim ao chamado de Deus. Sentimo-nos impulsionados para dedicarmos à causa de Jesus Cristo, com seu Espírito; discernimos melhor o sentido da vida. Nesse encontro com Deus podemos crescer em coragem, serenidade e sabedoria que vem da fé.
-Colocar na prática da vida os ensinamentos da fé. O Papa Francisco está sempre nos exortando a não assumirem uma posição pessimista diante das dificuldades presentes, nem uma posição de resistência e isolamento.
-Ele, o Papa Francisco, nos chama a unirmos nossas forças com todos aqueles que desejam ser construtores do desenvolvimento do homem integral.
Neuza Silveira de Souza
Coordenadora do Secretariado Arquidiocesano Bíblico-Catequético de Belo Horizonte.
Catequizar é fazer ecoar a Palavra de Deus a todos que desejarem ouvir. Assim, “O catequista é, de certo modo, o intérprete da Igreja junto aos catequizandos e à comunidade. Ele lê e ensina ler os sinais da fé, entre os quais o principal é a própria Igreja” (DCG 35).
O Catequista desenvolve um verdadeiro ministério, um serviço à comunidade cristã, sustentado por um especial carisma de Espírito de Deus. Ao anunciar a Palavra de Deus ele ajuda a comunidade a interpretar criticamente, os acontecimentos da vida, proporcionando-lhes a reflexão sobre a fé. Na Palavra encontramos o verdadeiro amor de Deus direcionado a cada pessoa. Um amor que para nós, não basta apenas saber dele, mas experimentá-lo. Crer e experimentar o amor de Deus de Deus por nós. Um amor incondicional porque Deus é amor. Ele não exige que façamos antes algo para merecer sua atenção. Ele nos ama primeiro, nos escolhe para dar frutos. Nossa resposta a esse amor é testemunhá-lo ao mundo.
Uma boa forma de comunicação do catequista junto à comunidade é feita pelo testemunho, pois uma boa comunicação supõe uma experiência de vida na fé e de fé capaz de chegar ao coração daquele a quem se catequiza. Assim, o compromisso de evangelizar em nome da Igreja, na função de intérpretes da mesma, deve ser como o de Cristo: um compromisso com os mais necessitados (Lc 4,16-21). O Filho de Deus demonstrou a grandeza deste compromisso ao fazer-se homem, pois se identificou com os homens, tornando-se um deles e tornando-se solidário com eles.
Jesus, ao iniciar a sua comunicação/missão, segundo o Evangelista Lucas, ele lança seu projeto de vida quando lê nas Escrituras a passagem de Is. 61,1-2: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor”. Ao terminar de ler estas palavras disse aos que ali estavam em uma escuta atenta: “Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da Escritura”. Com estas palavras, Jesus assume em sua vida as Escrituras.
Assim também, nós catequistas, ao levarmos o anúncio da Palavra aos nossos catequizandos, devemos assumi-la como projeto de vida, para se fazer cumprir, antes de tudo, as exigências da justiça. Exigências estas que se caracterizam na preferência aos pobres. E aos catequizandos, devemos ajudá-los a assumir as atitudes de Cristo e se sentirem Igreja, experimentando-a como lugar de comunhão e participação, contribuindo para sua edificação.
É tarefa do catequista apresentar os meios para ser cristão e mostrar a alegria de viver o Evangelho” O Catequista é um pedagogo e um mistagogo de Deus. Diz o Papa Francisco que o catequista é também um especialista na arte de acompanhamento (EG n. 169-173). É um acompanhador e um educador por excelência. Em virtude da fé e da unção batismal e como servo da ação do Espírito Santo ele é, ainda, testemunha da fé e guardião da memória de Deus.
Para que o catequista assim possa exercer suas tarefas do anúncio evangélico, torna-se importante participar das Escolas Catequéticas que são oferecidas a todos, em vários níveis, oferecendo uma formação que além de desenvolver a capacitação didática e técnica do catequista, contribui para a vivência pessoal e comunitária da fé e seu compromisso com a transformação do mundo. É a prática da interação fé e vida.
Segundo o Papa Francisco, “ser catequista é uma vocação porque se compromete com a vida, guia-se para o encontro com Cristo, através das Palavras e da vida, através do testemunho”. Segundo ele, muitas vezes pensa no catequista como naquele que se pôs ao serviço da Palavra de Deus, que frequenta diariamente essa Palavra para fazê-la tornar-se alimento e assim poder comunica-la aos demais com eficácia e credibilidade.
O catequista sabe que essa Palavra é “viva” (Hb 4,12), pois constitui a regra de fé da Igreja (cf. Conc. Vat. II, Dei Verbum, 21; Lumen gentium, 15).
Ele pede aos catequistas que não se esqueçam, sobretudo hoje num contexto de indiferença religiosa, de que a sua palavra é um primeiro anúncio, que chega a tocar o coração e a mente de muitas pessoas que estão à espera de encontrar Cristo.
Neuza Silveira de Souza. Coordenadora do Secretariado Arquidiocesano Bíblico-catequético de Belo Horizonte

CELEBRAÇÃO DO DIA DO CATEQUISTA – 2024
Roteiro para o catequista (simplificado para impressão)
A ORAÇÃO SUSTENTA A VOCAÇÃO DO CATEQUISTA
1. ACOLHIDA
Dirigente: Queridos catequistas, é muito bom poder encontrá-los para essa celebração. A presença de cada um de vocês é motivo de grande alegria. Vamos iniciar nosso encontro em nome da Santíssima Trindade, grande modelo de amor e de comunhão para todos nós:
Todos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Dirigente: O Papa Francisco convocou toda a Igreja a fazer de 2024 um ano de oração em preparação ao Jubileu 2025, que nos convidará a sermos “Peregrinos da Esperança”.
Leitor 1: E já no prefácio aos Cadernos sobre a Oração que o Dicastério para a Evangelização preparou para 2024, o Santo Padre nos recorda que “em nosso tempo sentimos, cada vez mais forte, a necessidade de uma verdadeira espiritualidade, capaz de responder às grandes indagações que surgem diariamente em nossa vida”.
Dirigente: E o Papa Francisco segue nos alertando que “precisamos de que a nossa oração suba com maior insistência ao Pai, para que ouça a voz daqueles que se voltam a Ele na confiança de serem atendidos”.
Leitor 1: Por isso queremos fazer essa celebração orante do Dia do Catequista, imbuídos na certeza de que a oração é a base que nos sustentará na caminhada para o Ministério de Catequista e que Deus, nosso Pai, nos ouve com amor e misericórdia.
Dirigente: Então, para dar início ao nosso momento orante, vamos acompanhar uma história, que nos recorda a nossa VOCAÇÃO.
A MULHER VELA
Dirigente: Era uma vez, uma mulher chamada VELA, que cansada das trevas que lhe circundavam a existência, resolveu abrir-se à luz. Seu desejo, seu grande sonho era receber a luz.
Dirigente: Certo dia, a LUZ verdadeira, que ilumina todo homem, chegou com sua presença e a contagiou, a incendiou!!!
Dirigente: VELA sentiu-se feliz por haver recebido a luz que dissipa as trevas e dá segurança aos corações. De repente deu-se conta de que o fato de receber a Luz trazia não somente alegria, mas também grande exigência. Sim, tomou consciência de que para a permanência da luz em si, ela devia ser alimentada a partir do interior, através de um derreter-se diário, um permanente consumir-se. Então, sua alegria adquiriu nova dimensão, um sentido mais profundo, pois, compreendeu que sua vocação era “consumir-se ao serviço da Luz”. Aceitou em plena consciência a nova vocação. a vocação de CATEQUISTA.
Dirigente: Às vezes, VELA pensava que teria sido mais cômodo não haver recebido a luz, pois, em vez de um doloroso derreter-se, sua vida seria ‘estar por aí’ tranquilamente. Ela chegou à tentação de não mais alimentar a chama, de deixar morrer a Luz para não se sentir tão incômoda. Mas então VELA se deu conta de que é preciso tomar a cruz e seguir Jesus.
Dirigente: VELA percebeu também que no mundo existem muitas correntes de ar que tentam apagar a Luz. E, à exigência que havia aceitado de alimentar a Luz, a partir do interior, uniu o chamado a defendê-la de certos ventos que circulavam pelo mundo...
Dirigente: Além disso, a Luz que trazia consigo, permitiu que VELA olhasse mais facilmente ao seu redor e acabou se dando conta da existência de muitas velas apagadas.
Dirigente: Umas velas permaneciam apagadas porque nunca tinham tido a oportunidade de receber a Luz; outras, por medo de derreter-se; e as demais porque não puderam defender-se do vento. Então, VELA interrogou-se, muito preocupada: “Será que eu poderei acender outras velas?”. E, pensando nisso, descobriu mais um aspecto da profundidade de sua VOCAÇÃO – ser “APÓSTOLA DA LUZ”.
Dirigente: VELA então dedicou-se a acender velas de todas as características, tamanhos e idades, para que houvesse muita luz no mundo.
Canto: Óh Luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós
Dirigente: A cada momento, crescia no coração de VELA o entusiasmo, a alegria e a esperança, porque, no seu derreter-se dia-a-dia, no seu permanente consumir-se, encontrava por toda parte velas de diversos tipos: velas jovens, velas mulheres, velas homens, velas recém-nascidas, velas crianças, velas catequizandos - e, todas acesas!!!
Mas ao pressentir que se aproximava o seu fim, porque havia se consumido totalmente ao serviço da Luz, VELA gritou com voz forte e com profunda expressão de satisfação no rosto:
Mulher VELA: Jamais morrerei porque outras velas sempre arderão com a LUZ que espalhei - pois essa LUZ é JESUS!!!
Canto: Sim eu quero ou Dentro de mim existe uma luz
2. A PALAVRA DE DEUS NOS ILUMINA:
Dirigente: Agora, segurando nossas velas acesas, vamos ficar em pé para acolher a Palavra de Deus:
Canto de aclamação – Palavras de salvação ou outro a definir
Leitor 1: Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. (Mt 5,13-16)
Dirigente: Façamos um instante de silêncio para que a Palavra penetre em nossos corações e renovemos nosso propósito de corresponder a esse desejo de Jesus – de sermos sal da terra e luz do mundo!
Dirigente: Vamos apagar nossas velas e fazer um momento de partilha. Conversem em duplas sobre o que mais chamou a atenção no Evangelho que foi proclamado e também na história da Mulher Vela.
3. REZAR COM A PALAVRA:
Dirigente: O Papa Francisco, através do Motu Proprio Antiquum Ministerium, pelo qual instituiu o Ministério de Catequista, certamente desejou reacender em cada catequista a chama da própria VOCAÇÃO.
Leitor 1: Queremos ser “Apóstolos da Luz”, levando a Palavra de Deus a tantos que necessitam da Luz do Senhor. Queremos nos comprometer a ter os olhos fixos na cruz, para testemunhar que ela não foi o fim, mas a vida venceu a morte e o Senhor Ressuscitado caminha ao nosso lado todos os dias, dando o verdadeiro sentido para a vida humana.
Dirigente: Durante o rito de instituição do Ministério de Catequistas, os instituídos recebem a Bíblia e a cruz, justamente para não perder de vista o que o trouxe até ali e que o Papa Francisco nos ensina com muita clareza: “este ministério possui um forte apelo vocacional e convém que para este serviço estável prestado à Igreja local sejam chamados homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, que tenham participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna” (AM 8).
Leitor 1: Esses catequistas também precisam receber a devida formação para serem solícitos comunicadores da verdade de fé.
Dirigente: Então já percebemos que para que possamos ir forjando todos esses critérios que o Papa apresenta em nosso modo de “ser catequistas”, precisamos estar profundamente alicerçados na Palavra de Deus.
Leitor 1: Maria, mulher que alicerçou a vida na Palavra, é um exemplo para todo catequista. Por isso queremos entrar na “escola de Maria” para aprender com ela a ouvir e praticar tudo que o Senhor nos diz.
Dirigente: Nesse momento vamos rezar uma dezena do Rosário. Antes de cada Ave Maria, vamos meditar por uns instantes sobre uma característica fundamental no processo de preparação para a instituição do Ministério de Catequista, associando essa característica com um versículo bíblico, que nos ajudará a assumi-la com coragem e entusiasmo. Deixemos que a Palavra de Deus seja a luz dos nossos caminhos.
Leitor 1: VOCAÇÃO: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua Palavra”. (Lc 1,26-38).
Todos: Ave Maria...
Leitor 2: DISCIPULADO: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. (Jo 2,1-11)
Todos: Ave Maria...
Leitor 3: EXPERIÊNCIA COM O SENHOR: “Mestre, onde moras? Vinde e vede”. (Jo 1,35-51)
Todos: Ave Maria...
Leitor 4: CENTRALIDADE DA PALAVRA: “Por causa de tua Palavra, lançarei a rede”. (Lc 5,1-11)
Todos: Ave Maria...
Leitor 5: VIDA DE COMUNIDADE: “Então Jesus chamou os doze e começou a enviá-los, dois a dois”. (Mc 6,7-13)
Todos: Ave Maria...
Leitor 6: COMPROMETIMENTO: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. (Mc 6,30-44)
Todos: Ave Maria...
Leitor 7: ESPIRITUALIDADE: “Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva”. (Jo 4, 5-30.39-42)
Todos: Ave Maria...
Leitor 8: SERVIÇO: “Se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros”. (Jo 13,1-17)
Todos: Ave Maria...
Leitor 9: CAMINHO: Não ardia o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? (Lc 24,13-35)
Todos: Ave Maria...
Leitor 10: MISSÃO: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28, 16-20)
Todos: Ave Maria...
Dirigente: Finalizando a dezena, vamos rezar a Oração que Jesus nos ensinou.
Todos: Pai Nosso... Glória ao Pai...
Canto: Pelas estradas da vida (ou outro a definir)
4. VIVER A PARTIR DA PALAVRA
Dirigente: Nesse momento vamos pedir ao Senhor que nos ajude a viver a partir daquilo que a Palavra suscitou em nossos corações, em relação a cada uma das características que vimos na dezena do Rosário. Convido os mesmos leitores da dezena a fazerem as preces:
Leitor 1: Senhor, queremos te agradecer pela nossa VOCAÇÃO de catequistas. Ajuda-nos a renovar a cada dia a nossa adesão ao teu projeto de amor e serviço na Catequese, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 2: Senhor, dá-nos ouvidos de DISCÍPULOS, para que estejamos sempre abertos para escutar a tua Palavra, a fim de colocá-la em prática, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 3: Senhor, ajuda-nos a refazer a EXPERIÊNCIA de estar na tua presença, como fizeram os primeiros discípulos, para que possamos aprender contigo as lições do Reino, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 4: Senhor, quando as dificuldades, o desânimo e o cansaço afligirem nossos corações, não nos deixe esquecer que é POR CAUSA DE TUA PALAVRA que devemos continuar a lançar as redes com perseverança, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 5: Senhor, que saibamos compreender a riqueza e a alegria de podermos caminhar juntos, valorizando a PERTENÇA COMUNITÁRIA que nos fortalece na missão, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 6: Senhor, que estejamos dispostos a assumir nossa missão com entusiasmo e empenho, conscientes de que a vocação de catequista requer de nós COMPROMETIMENTO e responsabilidade, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 7: Senhor, que em nossa caminhada na Catequese nunca descuidemos do cultivo da ESPIRITUALIDADE, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 8: Senhor, que no desempenho de nossa missão na Catequese nunca percamos de vista a lição do SERVIÇO, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 9: Senhor, que tua Palavra nos desinstale e nos coloque a CAMINHO, na direção daqueles que mais precisam, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 10: Senhor, que teu mandato missionário nos impulsione a anunciar a tua Palavra sem medo e que sejamos fortalecidos pela certeza da tua presença na MISSÃO, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
5. ENCERRAMENTO (confraternização)
Dirigente: Antes de voltarmos para nossas casas, vamos nos abraçar para celebrar nossa fraternidade e nossa vocação.
Canto final: Eis-me aqui Senhor ou outro a definir

CELEBRAÇÃO DO DIA DO CATEQUISTA – 2024
A ORAÇÃO SUSTENTA A VOCAÇÃO DO CATEQUISTA
PREPARAÇÃO PRÉVIA:
A) Material necessário para a encenação da história da Mulher Vela:
· Túnica
· Vela média (para a “Mulher Vela”)
· Círio Pascal ou vela grande
· Fósforo
· Velas pequenas para todos os participantes
· Bíblia
· Cruz
· Cartazes com as palavras: Catequista, Apóstolo da Luz, medo, desânimo, cansaço, comodismo
· Fita adesiva
Obs.: Para a encenação da história é preciso escolher antecipadamente as pessoas que vão participar, a fim de que possam fazer um ensaio antes.
B) Material necessário para a dezena do Rosário:
Preparar 10 cartazes com as características do catequista e os respectivos versículos bíblicos (se desejarem):
1 - VOCAÇÃO: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua Palavra”. (Lc 1,26-38).
2 - DISCIPULADO: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. (Jo 2,1-11)
3 - EXPERIÊNCIA COM O SENHOR: “Mestre, onde moras? Vinde e vede”. (Jo 1,35-51)
4 - CENTRALIDADE DA PALAVRA: “Por causa de tua Palavra, lançarei a rede”. (Lc 5,1-11)
5 - VIDA DE COMUNIDADE: “Então Jesus chamou os doze e começou a enviá-los, dois a dois”. (Mc 6,7-13)
6 - COMPROMETIMENTO: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. (Mc 6,30-44)
7 - ESPIRITUALIDADE: “Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva”. (Jo 4, 5-30.39-42)
8 - SERVIÇO: “Se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros”. (Jo 13,1-17)
9 - CAMINHO: Não ardia o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? (Lc 24,13-35)
10 - MISSÃO: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28, 16-20)
C) Roteiro:
Providenciar cópias do roteiro simplificado da celebração para todos os participantes.
D) Ambiente:
Preparar o ambiente com um painel de acolhida, uma mesa com um vaso de flores e um local onde se possa colocar, após a encenação da história, a Bíblia, a vela grande e a cruz.
E) Confraternização final:
· Se possível, organizar uma partilha de doces, salgados e refrigerantes para o final da celebração.
· Pensar em algum cartão ou lembrancinha para ser entregue a cada catequista no final.
ROTEIRO DA CELEBRAÇÃO (COMPLETO)
1. ACOLHIDA
(Acolher os participantes com entusiasmo, expressando alegria pela presença de cada um).
Dirigente: Queridos catequistas, é muito bom poder encontrá-los para essa celebração. A presença de cada um de vocês é motivo de grande alegria. Vamos iniciar nosso encontro em nome da Santíssima Trindade, grande modelo de amor e de comunhão para todos nós:
Todos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Dirigente: O Papa Francisco convocou toda a Igreja a fazer de 2024 um ano de oração em preparação ao Jubileu 2025, que nos convidará a sermos “Peregrinos da Esperança”.
Leitor 1: E já no prefácio aos Cadernos sobre a Oração que o Dicastério para a Evangelização preparou para 2024, o Santo Padre nos recorda que “em nosso tempo sentimos, cada vez mais forte, a necessidade de uma verdadeira espiritualidade, capaz de responder às grandes indagações que surgem diariamente em nossa vida”.
Dirigente: E o Papa Francisco segue nos alertando que “precisamos de que a nossa oração suba com maior insistência ao Pai, para que ouça a voz daqueles que se voltam a Ele na confiança de serem atendidos”.
Leitor 1: Por isso queremos fazer essa celebração orante do Dia do Catequista, imbuídos na certeza de que a oração é a base que nos sustentará na caminhada para o Ministério de Catequista e que Deus, nosso Pai, nos ouve com amor e misericórdia.
Dirigente: Então, para dar início ao nosso momento orante, vamos acompanhar uma história, que nos recorda a nossa VOCAÇÃO.
A MULHER VELA
Dirigente: Era uma vez, uma mulher chamada VELA, que cansada das trevas que lhe circundavam a existência, resolveu abrir-se à luz. Seu desejo, seu grande sonho era receber a luz.
(entra uma catequista de túnica e segurando uma vela apagada – ela representará a mulher vela na história)
Dirigente: Certo dia, a LUZ verdadeira, que ilumina todo homem, chegou com sua presença e a contagiou, a incendiou!!!
(outra pessoa entra com o Círio aceso e acende a vela da ‘mulher vela’)
Dirigente: VELA sentiu-se feliz por haver recebido a luz que dissipa as trevas e dá segurança aos corações. De repente deu-se conta de que o fato de receber a Luz trazia não somente alegria, mas também grande exigência. Sim, tomou consciência de que para a permanência da luz em si, ela devia ser alimentada a partir do interior, através de um derreter-se diário, um permanente consumir-se. Então, sua alegria adquiriu nova dimensão, um sentido mais profundo, pois, compreendeu que sua vocação era “consumir-se ao serviço da Luz”. Aceitou em plena consciência a nova vocação. a vocação de CATEQUISTA.
(entra alguém com a palavra CATEQUISTA e cola na túnica da mulher vela, entregando-lhe a Bíblia – em alusão à Bíblia que será entregue na instituição do Ministério de Catequista)
Dirigente: Às vezes, VELA pensava que teria sido mais cômodo não haver recebido a luz, pois, em vez de um doloroso derreter-se, sua vida seria ‘estar por aí’ tranquilamente. Ela chegou à tentação de não mais alimentar a chama, de deixar morrer a Luz para não se sentir tão incômoda. Mas então VELA se deu conta de que é preciso tomar a cruz e seguir Jesus.
(entra alguém e entrega uma cruz para a mulher vela – em alusão à cruz que será entregue na instituição do Ministério de Catequista)
Dirigente: VELA percebeu também que no mundo existem muitas correntes de ar que tentam apagar a Luz. E, à exigência que havia aceitado de alimentar a Luz, a partir do interior, uniu o chamado a defendê-la de certos ventos que circulavam pelo mundo...
(entram duas pessoas e tentam colar na mulher vela algumas palavras: medo, desânimo, cansaço, comodismo, mas a mulher vela não deixa que as palavras sejam coladas)
Dirigente: Além disso, a Luz que trazia consigo, permitiu que VELA olhasse mais facilmente ao seu redor e acabou se dando conta da existência de muitas velas apagadas.
(Vela olha para o grupo, que já está com velas nas mãos).
Dirigente: Umas velas permaneciam apagadas porque nunca tinham tido a oportunidade de receber a Luz; outras, por medo de derreter-se; e as demais porque não puderam defender-se do vento. Então, VELA interrogou-se, muito preocupada: “Será que eu poderei acender outras velas?”. E, pensando nisso, descobriu mais um aspecto da profundidade de sua VOCAÇÃO – ser “APÓSTOLA DA LUZ”.
(alguém cola as palavras “Apóstola da luz” na túnica da mulher vela)
Dirigente: VELA então dedicou-se a acender velas de todas as características, tamanhos e idades, para que houvesse muita luz no mundo.
(a mulher vela vai acendendo as velas dos catequistas – enquanto cantam)
Canto: Óh Luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós
Dirigente: A cada momento, crescia no coração de VELA o entusiasmo, a alegria e a esperança, porque, no seu derreter-se dia-a-dia, no seu permanente consumir-se, encontrava por toda parte velas de diversos tipos: velas jovens, velas mulheres, velas homens, velas recém-nascidas, velas crianças, velas catequizandos - e, todas acesas!!!
Mas ao pressentir que se aproximava o seu fim, porque havia se consumido totalmente ao serviço da Luz, VELA gritou com voz forte e com profunda expressão de satisfação no rosto:
Mulher VELA: Jamais morrerei porque outras velas sempre arderão com a LUZ que espalhei - pois essa LUZ é JESUS!!!
Canto: Sim eu quero ou Dentro de mim existe uma luz
2. A PALAVRA DE DEUS NOS ILUMINA:
Dirigente: Agora, segurando nossas velas acesas, vamos ficar em pé para acolher a Palavra de Deus:
Canto de aclamação – Palavras de salvação ou outro a definir
Leitor 1: Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. (Mt 5,13-16)
Dirigente: Façamos um instante de silêncio para que a Palavra penetre em nossos corações e renovemos nosso propósito de corresponder a esse desejo de Jesus – de sermos sal da terra e luz do mundo! (instante de silêncio)
Dirigente: Vamos apagar nossas velas e fazer um momento de partilha. Conversem em duplas sobre o que mais chamou a atenção no Evangelho que foi proclamado e também na história da Mulher Vela. (instante para conversarem)
3. REZAR COM A PALAVRA:
Dirigente: O Papa Francisco, através do Motu Proprio Antiquum Ministerium, pelo qual instituiu o Ministério de Catequista, certamente desejou reacender em cada catequista a chama da própria VOCAÇÃO.
Leitor 1: Queremos ser “Apóstolos da Luz”, levando a Palavra de Deus a tantos que necessitam da Luz do Senhor. Queremos nos comprometer a ter os olhos fixos na cruz, para testemunhar que ela não foi o fim, mas a vida venceu a morte e o Senhor Ressuscitado caminha ao nosso lado todos os dias, dando o verdadeiro sentido para a vida humana.
Dirigente: Durante o rito de instituição do Ministério de Catequistas, os instituídos recebem a Bíblia e a cruz, justamente para não perder de vista o que o trouxe até ali e que o Papa Francisco nos ensina com muita clareza: “este ministério possui um forte apelo vocacional e convém que para este serviço estável prestado à Igreja local sejam chamados homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, que tenham participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna” (AM 8).
Leitor 1: Esses catequistas também precisam receber a devida formação para serem solícitos comunicadores da verdade de fé.
Dirigente: Então já percebemos que para que possamos ir forjando todos esses critérios que o Papa apresenta em nosso modo de “ser catequistas”, precisamos estar profundamente alicerçados na Palavra de Deus.
Leitor 1: Maria, mulher que alicerçou a vida na Palavra, é um exemplo para todo catequista. Por isso queremos entrar na “escola de Maria” para aprender com ela a ouvir e praticar tudo que o Senhor nos diz.
Dirigente: Nesse momento vamos rezar uma dezena do Rosário. Antes de cada Ave Maria, vamos meditar por uns instantes sobre uma característica fundamental no processo de preparação para a instituição do Ministério de Catequista, associando essa característica com um versículo bíblico, que nos ajudará a assumi-la com coragem e entusiasmo. Deixemos que a Palavra de Deus seja a luz dos nossos caminhos.
(Motivar o grupo para que aqueles que desejarem, leiam a característica do catequista e o versículo bíblico. Para esse momento também podem ser preparados cartazes com as características e os versículos bíblicos, para que os 10 catequistas que forem ler, segurem na frente do grupo)
Leitor 1: VOCAÇÃO: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua Palavra”. (Lc 1,26-38).
Todos: Ave Maria...
Leitor 2: DISCIPULADO: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. (Jo 2,1-11)
Todos: Ave Maria...
Leitor 3: EXPERIÊNCIA COM O SENHOR: “Mestre, onde moras? Vinde e vede”. (Jo 1,35-51)
Todos: Ave Maria...
Leitor 4: CENTRALIDADE DA PALAVRA: “Por causa de tua Palavra, lançarei a rede”. (Lc 5,1-11)
Todos: Ave Maria...
Leitor 5: VIDA DE COMUNIDADE: “Então Jesus chamou os doze e começou a enviá-los, dois a dois”. (Mc 6,7-13)
Todos: Ave Maria...
Leitor 6: COMPROMETIMENTO: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. (Mc 6,30-44)
Todos: Ave Maria...
Leitor 7: ESPIRITUALIDADE: “Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva”. (Jo 4, 5-30.39-42)
Todos: Ave Maria...
Leitor 8: SERVIÇO: “Se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros”. (Jo 13,1-17)
Todos: Ave Maria...
Leitor 9: CAMINHO: Não ardia o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? (Lc 24,13-35)
Todos: Ave Maria...
Leitor 10: MISSÃO: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28, 16-20)
Todos: Ave Maria...
Dirigente: Finalizando a dezena, vamos rezar a Oração que Jesus nos ensinou.
Todos: Pai Nosso... Glória ao Pai...
Canto: Pelas estradas da vida (ou outro a definir)
4. VIVER A PARTIR DA PALAVRA
Dirigente: Nesse momento vamos pedir ao Senhor que nos ajude a viver a partir daquilo que a Palavra suscitou em nossos corações, em relação a cada uma das características que vimos na dezena do Rosário. Convido os mesmos leitores da dezena a fazerem as preces:
Leitor 1: Senhor, queremos te agradecer pela nossa VOCAÇÃO de catequistas. Ajuda-nos a renovar a cada dia a nossa adesão ao teu projeto de amor e serviço na Catequese, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 2: Senhor, dá-nos ouvidos de DISCÍPULOS, para que estejamos sempre abertos para escutar a tua Palavra, a fim de colocá-la em prática, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 3: Senhor, ajuda-nos a refazer a EXPERIÊNCIA de estar na tua presença, como fizeram os primeiros discípulos, para que possamos aprender contigo as lições do Reino, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 4: Senhor, quando as dificuldades, o desânimo e o cansaço afligirem nossos corações, não nos deixe esquecer que é POR CAUSA DE TUA PALAVRA que devemos continuar a lançar as redes com perseverança, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 5: Senhor, que saibamos compreender a riqueza e a alegria de podermos caminhar juntos, valorizando a PERTENÇA COMUNITÁRIA que nos fortalece na missão, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 6: Senhor, que estejamos dispostos a assumir nossa missão com entusiasmo e empenho, conscientes de que a vocação de catequista requer de nós COMPROMETIMENTO e responsabilidade, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 7: Senhor, que em nossa caminhada na Catequese nunca descuidemos do cultivo da ESPIRITUALIDADE, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 8: Senhor, que no desempenho de nossa missão na Catequese nunca percamos de vista a lição do SERVIÇO, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 9: Senhor, que tua Palavra nos desinstale e nos coloque a CAMINHO, na direção daqueles que mais precisam, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
Leitor 10: Senhor, que teu mandato missionário nos impulsione a anunciar a tua Palavra sem medo e que sejamos fortalecidos pela certeza da tua presença na MISSÃO, te pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
5. ENCERRAMENTO
(Se for possível, preparar uma confraternização, com um momento de partilha e entregar uma lembrancinha a cada catequista)
Dirigente: Antes de voltarmos para nossas casas, vamos nos abraçar para celebrar nossa fraternidade e nossa vocação.
Canto final: Eis-me aqui Senhor ou outro a definir
Comissão para Animação Bíblico-Catequética - CNBB - 2024

Recolhe-te e encontra no silêncio tempo para pensares, depois começa a fixar palavras numa folha de papel que expressem o que há em ti de mais profundo. Devagar, pois a mão não acompanha a velocidade do pensamento, antes o obriga a abrandar, permitindo que reflitas e saboreies cada frase.
É bom entregar o que temos de mais íntimo a Deus, de forma ponderada, mais ainda se o fazemos como se estivéssemos a depositar um tesouro num esconderijo. A verdade é que arrancar palavras da tristeza e das preocupações resulta num alívio e numa paz sem igual, como se, ao partilhá-las, nos livrássemos de parte delas.
Escreve a verdade. A tua verdade. Ainda que não seja a verdade de mais ninguém. Os teus sonhos mais loucos, mas também os teus anseios mais simples.
Quase todos temos um coração que ainda não envelheceu… é bom deixá-lo ser livre e escutá-lo com atenção.
Escrever uma oração permite-nos visitar partes de nós que costumamos manter fechadas. Como se percorrêssemos o museu do nosso íntimo. Profundo, rico e único.
Escreve uma oração que não imite nenhuma outra. Escreve-a de tal forma tua que ninguém a consiga imitar.
Deixa nascer em ti o que, como um fogo, se eleva até ao céu. Purifica-te, queimando em ti egoísmos, orgulhos e demais impurezas.
Agradece. Pede perdão. Pede ajuda. Medita. Entrega o teu silêncio. Entrega-te, como se te oferecesses aos braços do amor que te fez existir.
Lembra-te do que foste, do que és e do que queres ser… escreve-o para que o possas ler e assim te sentires ainda mais comprometido. Obriga-te a ser tão bom quanto te é possível, fixando objetivos nobres, confiando que és capaz de os alcançar, apesar de todos os sacrifícios que terás de suportar para o conseguires.
Nunca esperes resposta. Ela surgirá, mas não no tempo nem no modo que imaginas.
O mais excelente da oração é transfigurar quem a faz.
No final, deita o papel fora. Não te preocupes, nem uma letra se perderá.
José Luis Nunes Martins
in: imissio.net 15.03.24
imagem: pexels. om


Metro de Lisboa.
Chego, no meio das pessoas que passam, apressadas, na correria do dia, da vida. Do coração. Olho à minha volta. Há pessoas que conversam. Outras, sozinhas, apenas esperam.
À minha frente, alguém, de costas para mim, vai limpando o rosto. Há lágrimas que teimam em aparecer sem escolher quando nem onde. Ela, sozinha, enquanto espera (ou desespera), vai limpando as lágrimas que teimam em cair.
O metro chega. Entramos as duas. Eu fico junto à porta, ela procura um lugar mais isolado. Talvez só precise de um abrigo. Há silêncio. Pessoas que quase não se olham. Não se vêem. Não escutam o pedido de um abraço dos corações que, muitas vezes, têm ao seu lado. Precisamos tanto de reparar, não precisamos?
A viagem chega ao fim. Ela aproxima-se de mim para sair. Saímos as duas e, enquanto saímos, eu estendo-lhe um post-it. Ela hesita, durante instantes, e aceita-o.
"O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém", lê. Ela, de olhos brilhantes, solta um ligeiro sorriso. Eu sorrio-lhe de volta e sigo o meu caminho, de coração abraçado.
Às vezes, um ligeiro sorriso de um coração que dói, salva o nosso dia também.
É isto: a vida torna-se bonita pelo amor que se vai deixando pelo caminho. E encontrando também.
Pode até nem parecer nada. Mas, às vezes, pode ser tanto. Pode ser tudo. Para alguém. E para nós também.
Daniela Barreira
In: imissio.net 19.02.24
imagem: pexels.com

Nos dias 31 de janeiro a 01 de fevereiro de 2024, na Casa Dom Luciano em Brasília, acontece o Encontro anual da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Presente no encontro o Dom Rino Fisichella e Pe. Eugenio Bruno, do Dicastério para a Evangelização. Participam também os bispos referenciais e coordenadores da catequese dos Regionais da CNBB, além do GREBICAT (Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética).
Na pauta do encontro os seguintes temas:
- Memória da História Catequese no Brasil (Pe. Janison)
- Apresentação dos projetos da Comissão nacional bíblico-Catequética
- Apresentação da realidade da Catequese no Brasil (por grandes Regiões)
- Diretório para a Catequese
- Ministério do Catequista
O encontro é especial pela participação, análise e orientações de Dom Rino para a Catequese hoje. Além disso destaca-se a partilha fraterna e troca de experiências.

Se procuras ser feliz, então a lógica não é algo por que te devas guiar. O amor, por exemplo, apesar de poder começar ainda um pouco dentro da lógica, segue muito para além dela, acabando tão longe que chega a rir-se do seu começo!
As emoções não são lógicas! A imaginação também não. A única lógica que te pode ajudar é a de que tudo o que há de grande é composto por pequenas partes. A mesma lógica que garante que um grande caminho começa com um simples passo! No entanto, e escapando a todos os raciocínios mais corretos, a verdade é que o teu destino pode ser caminhar sem fim e não ser um lugar a que chegas com um passo final! Isto faz algum sentido? Não!
Os outros costumam ser para nós uma espécie de porta-voz da razão. A inteligência é importante, mas quando é apenas inteligência não é grande coisa!
O pensamento humano é limitado e incapaz de lidar com a verdade mais profunda. Compreender envolve muito mais as emoções do que a razão. Poderá alguém estabelecer o que está certo e errado através de uma fórmula e um cálculo? A felicidade não é contabilidade!
Quem orienta a sua vida pela lógica, acaba a fazer dela uma história sem sentido!
Não tenhas medo do que não tem lógica! A verdade é muito maior do que a nossa capacidade de a entender. Confia. Confia em ti. Confia. De olhos bem abertos, mas também com o coração ao alto!
Não faças o que tem lógica, só por ter lógica, mesmo que isso te pareça fazer sentido!
Sê um exemplo de bravura para os outros. Não sejas mais um dos que defendem a segurança das escolhas lógicas… Confia em quem te pede um conselho e escuta-o, escuta-o, fá-lo falar mais e escuta-o sempre até que nele a lógica comece a não fazer sentido e… o sentido comece a fazer sentido!
Faz o que fizer sentido, mesmo que não te pareça ter lógica!
O sentido da vida não é deste mundo!
José Luis Nunes Martins
In: imissio.net 26.01.24
imagem: pexels.com
Página 1 de 12