CELEBRAÇÃO DO DIA DO CATEQUISTA – 2025 

A VOCAÇÃO DO CATEQUISTA NASCE DO CORAÇÃO DE JESUS

 

ROTEIRO DA CELEBRAÇÃO 

1.    ACOLHIDA

Dirigente: Queridos catequistas, é muito bom poder encontrá-los para essa celebração. A presença de cada um de vocês é motivo de grande alegria. Vamos iniciar nosso encontro em nome da Santíssima Trindade, grande modelo de amor e de comunhão para todos nós:

Todos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Dirigente: O saudoso Papa Francisco, na Carta Encíclica DILEXIT NOS sobre o amor humano e divino do coração de Jesus, no capítulo II, nos ensina que “o Coração de Cristo simboliza o centro pessoal de onde brota o seu amor por nós, é o núcleo vivo do primeiro anúncio”.

 

Leitor 1: É nesse coração amoroso de Jesus que deve se ancorar a vocação de todo catequista. A nossa proximidade e a intimidade com o coração de Jesus devem tornar nossos corações semelhantes ao Dele.

 

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Dirigente: “O modo como Cristo nos ama é algo que Ele não quis explicar-nos exaustivamente. Mostra-o nos seus gestos” (DN, n. 33). Por isso precisamos estar atentos aos gestos e palavras de Jesus, os quais refletem a ternura do seu coração.

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso. 

Leitor 2: Jesus está sempre à procura, sempre próximo, sempre aberto ao encontro. O Evangelho está permeado desses gestos de ternura e proximidade.

 

Dirigente: “Contemplamos isto quando o Senhor se detém a conversar com a Samaritana, junto do poço onde ela ia buscar água (cf. Jo 4, 5-7). Vemo-lo quando, no meio da noite escura, encontra Nicodemos, que tinha medo de ser visto perto d’Ele (cf. Jo 3, 1-2). Admiramo-lo quando, sem se envergonhar, deixa que uma prostituta lhe lave os pés (cf. Lc 7, 36-50); quando diz, olhos nos olhos, à mulher adúltera: “Não te condeno” (Jo 8, 11); ou quando, perante a indiferença dos discípulos, diz afetuosamente ao cego do caminho: “Que queres que te faça?” (Mc 10, 51). (DN, n. 35)

 

Todos: Cristo mostra que Deus é proximidade, compaixão e ternura.

Leitor 1: Quantas coisas precisamos aprender com o Senhor, para transformar nossos corações e tornarmo-nos realmente catequistas segundo o coração de Jesus. Por isso queremos fazer essa celebração orante do Dia do Catequista, imbuídos na certeza de que a oração é uma das bases que nos sustentará na caminhada de conversão do coração, rumo ao Ministério de Catequista. Quando nos colocamos em diálogo com o Senhor, suas palavras fazem arder os nossos corações.

2. A PALAVRA DE DEUS NOS ILUMINA:

Dirigente: Nesse momento vamos dar início ao nosso momento orante, acolhendo a vela. 

Canto: Óh, luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós.

Leitor 2 - À luz da fé, olhemos para a chama dessa vela, que está em movimento contínuo. O fogo transforma, traz a luz e o calor, é um dos símbolos do Espírito Santo. Vamos invocar o Espírito Santo para transformar nossos corações e iluminar esse momento de oração

Canto – Vem Espírito Santo, vem, vem iluminar... (ou outro a definir)

Dirigente: Vamos nos preparar para a Leitura Orante da Palavra de Deus fazendo um exercício breve de silenciamento.

 

LEITURA ORANTE: 

·      PRIMEIRO PASSO (LEITURA):

Dirigente: Nesse momento você deve fazer a seguinte pergunta: "O que o texto diz?"

Ouça atentamente o texto bíblico e procure gravar as palavras que mais te chamarem a atenção:

Leitor 1 Lc 24, 13-35

·      SEGUNDO PASSO (MEDITAÇÃO):

Dirigente: A pergunta agora é: O que o texto diz para mim (ou para nós)?

Neste segundo passo, você entra em diálogo com o texto, associando a Palavra de Deus à sua vida. Ouça novamente o texto bíblico, procurando perceber o que a Palavra de Deus diz para você, a fim de transformar o seu modo de ver a realidade.

Leitor 2 Lc 24, 13-35

·      TERCEIRO PASSO (ORAÇÃO):

Dirigente: É o momento de responder a Deus, de mergulhar mais profundamente no diálogo com o Senhor! A oração nasce como fruto da meditação. O caminho de escuta da Palavra feito até aqui fez arder nossos corações e nos leva a dar uma resposta a Deus.

O que o texto me faz responder ao Senhor?  (instante de silêncio)

·      QUARTO PASSO (CONTEMPLAÇÃO):

Dirigente: É momento de contemplar na vida aquilo que rezamos e contemplar o caminho que o Senhor fez e faz conosco a cada dia. A contemplação é a luz que sobrou nos seus olhos depois que terminou a leitura, a meditação e a oração e que faz com que você comece a ver o mundo e a vida com os olhos de Deus.

As perguntas agora são:

• Qual o novo olhar que se abriu em mim depois da leitura orante? (instante de silêncio)

• Como tudo aquilo que foi lido, meditado e rezado me ajudará a viver plenamente? (instante de silêncio)

• Quais desafios se abrem diante de mim? Que compromisso essa Palavra suscitou em meu coração? (instante de silêncio)

·      PARTILHA:

Dirigente: Conversem por uns instantes sobre a experiência vivida com a Leitura Orante, partilhando o que Deus suscitou nos corações. (instantes)

Canto: Fica conosco, Senhor (ou outro a definir)

3. REZAR COM A PALAVRA:

Dirigente: Agora coloque mais uma vez a mão no seu coração de catequista. Sinta as batidas desse coração. Como ele estava quando você chegou aqui? E como ele está agora? (instante) 

Leitor 1: Nesse momento queremos pedir que o Senhor olhe para nós com a sua ternura e a sua misericórdia. Vamos apresentar a Ele os vários tipos de coração que batem no peito dos catequistas. 

Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de pedra, que é áspero e duro, no entanto é rocha firme e segura no trabalho incansável pelo anuncio do Evangelho. 

Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de pedra, para continuarmos a anunciar o Evangelho com firmeza e incansavelmente.

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Leitor 1: Vamos receber agora o Coração de pano, feito de fios moles e entrelaçados, mas que se tornam agasalhos para os frágeis e conforto a tantos irmãos. 

Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de pano, para continuarmos a ser conforto e proximidade para tantos irmãos fragilizados.

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de madeira, que nos lembra o lenho da cruz, do qual pendeu a Salvação do mundo. 

Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de madeira, para prosseguirmos tomando a cruz de cada dia e te seguindo com alegria e entusiasmo. 

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Leitor 1: Vamos receber agora o Coração de vidro, que nos lembra a transparência que devemos ter em nosso modo de ser e agir. Esse coração revela o desejo de viver com coerência e autenticidade.

Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu. 

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de vidro, para que vivamos nossa vocação com coerência e autenticidade.

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de espinho, que foi ferido, mas contínua a espalhar amor, apesar da dor; assim como fez Jesus ao receber a coroa de espinhos.

Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de espinho, para que deixemos que das nossas feridas brote somente amor.

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Leitor 1: Vamos receber agora o Coração de tijolo, que recorda a vida em comunidade. Somos parte da Igreja, dessa edificação instituída pelo próprio Cristo, para continuar sua missão no mundo. Não estamos sozinhos na missão catequética. Caminhamos junto com os membros das outras pastorais, movimentos, associações e organismos. Queremos tornar concreto o desejo de Jesus de sermos um como Ele e o Pai são um.

Canto: Agora é tempo de ser Igreja, caminhar juntos, participar.

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de tijolo, para que sejamos uma Igreja sinodal, na qual todos têm voz e vez e cada um se sente comprometido com a missão evangelizadora da Igreja. 

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de algodão, que é muito fino e delicado, mas é fundamental para ajudar a limpar as feridas dos irmãos. Queremos viver a mansidão e a delicadeza de nos colocarmos sempre ao lado dos que se encontram machucados por tantas situações dolorosas da vida.           

Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu. 

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de algodão, para que saibamos limpar as feridas dos irmãos com ternura e delicadeza.

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso. 

Leitor 1: Vamos receber agora o Coração de papel, presente no peito de quem é capaz de deixar Deus escrever uma linda história em sua própria vida, na alegria da entrega total ao Senhor.

Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de papel, para que saibamos nos colocar a serviço, deixando-nos conduzir nos caminhos de Tua vontade.

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso. 

Leitor 2 – Vamos acolher o Coração de manteiga, que se derrete com facilidade, sabe se compadecer com os outros e também se encantar com as alegrias e qualidades dos irmãos.

Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu.

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações de manteiga, para que saibamos nos compadecer dos irmãos em todas as situações desafiadoras pelas quais passam nos caminhos da vida cotidiana.

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Leitor 1 – Vamos receber agora o Coração florido, representando o nosso desejo de florescer onde Deus nos plantar.

Canto: Eis o que eu venho te dar, eis o que ponho no altar, toma Senhor que ele é teu, meu coração não é meu. 

Dirigente: Senhor, faz arder nossos corações floridos, para que saibamos deixar florescer o melhor de nós, a fim de que sejamos capazes de colocar nossos dons a serviço da comunidade aonde for mais necessário. 

Todos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso. 

Canto: Meu coração é para ti Senhor

4. VIVER A PARTIR DA PALAVRA

Dirigente: Agora vamos contemplar todos esses corações por uns instantes. Com qual deles seu coração se identifica mais? (instante)

Leitor 1: A Palavra de Deus nos diz que “A boca fala daquilo que o coração está cheio”. Sobre o que você anda falando? Do que seu coração está cheio?

Leitor 2: Nesse instante renove seu compromisso com o Senhor, a partir dessa celebração. Que gesto concreto você vai assumir para dar passos de conversão do coração, a fim de ser um(a) catequista segundo o coração de Jesus?

Dirigente: Maria guardava no seu Coração Imaculado todas as coisas vividas no relacionamento de intimidade com Deus. Peçamos que ela nos ajude a guardar toda a história linda que vivemos até aqui com o Senhor, a partir da missão catequética.

Todos: Ave Maria...

Canto: Consagração à Nossa Senhora

5. ENCERRAMENTO

Dirigente: Antes de voltarmos para nossas casas, vamos nos abraçar para celebrar nossa fraternidade e nossa vocação.

Canto final: Eis-me aqui Senhor ou outro a definir