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                                                  A capacidade de nos compadecermos é o que confere à vida o seu significado mais profundo. (Paulo Casais)

É fácil ser religioso, difícil é ser espiritual. A vida religiosa requer que sejamos apenas para o outro; a vida espiritual requer que sejamos compassivos para com o outro.

Para sermos profundamente espirituais e completamente compassivos, devemos recordar que a pessoa necessitada é apenas outra versão de nós mesmos, com a qual talvez ainda tenhamos de travar conhecimento na vida, mas que um dia se revelará.

O mundo não se cura a si próprio. Isso só um coração compassivo pode fazer.

A compaixão lubrifica a astronomia da condição humana. Faz-nos entrar em contato uns com os outros, revela a luz em cada um e dilata-a a ponto de o mundo brilhar com um novo tipo de compreensão, com um tipo melhor de comunidade humana.

O conhecimento faz muito pouco pela vida. É a compaixão que a torna possível de ser vivida, que lhe transmite o tipo de visão que nos dá a todos uma razão para estarmos vivos.

Nenhum de nós está aqui só para si mesmo. Essa é a lição mais importante da vida. A compaixão, para ser real, deve ser universal, não seletiva. Eu não posso declarar que sou compassivo se deixo alguém fora das fronteiras da minha compaixão. Só se o meu coração for suficientemente amplo poderei esperar que venha ser maior do que a minha própria agendazinha pessoal. Então terei alguma coisa pela qual valerá a pena viver, dar-me, sofrer, para sempre. Então, eu próprio serei um dom para o resto da humanidade.

Joan Chittister

In: O sopro da vida interior