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Geração Net, nativos digitais, nativos virtuais, Gerações Y, Z, Alfa, tantas designações para tratar daqueles que nasceram no meio ambiente digital. Os cidadãos desta nova ambiência que chamamos de ciberespaço são as crianças, os jovens e já os adultos de hoje. Os nativos digitais são os catequizandos de primeira eucaristia, crisma, bem como seus pais e padrinhos, portanto, o público-alvo de toda e qualquer catequese. 

E você catequista, faz parte ou sabe alguma coisa sobre essa nova geração? Para poder educar na fé, ter um diálogo e relacionamento fecundo, é preciso conhecer a pessoa com quem desejamos partilhar a mensagem cristã. Por isso, vamos tratar aqui de algumas características básicas da geração net que podem ajudar você catequista a se aproximar dessa nova realidade. 

Quem vai nos apresenta-los é o sociólogo francês Michel Serres que é apaixonado por essa galerinha. Em seu livro intitulado Polegarzinha ele traça o contexto do jovem global. Ele colocou este nome no feminino para salientar a capacidade dessa geração de comandar o smartphone com seus polegares e demonstrar o destaque das garotas dessa geração em todos os campos da sociedade. Eis algumas características da Polegarzinha:

  • mora predominantemente no espaço urbano;
  • polui menos, tem maior respeito ao meio ambiente;
  • habita num mundo muito mais povoado;
  • expectativa de vida: 80 anos;
  • não passou por guerra ou fome, sofreu menos que seus antepassados.
  • possuem uma vida mais sedentária e confortável, o que tornou seus corpos mais frágeis.
  • permanecem mais tempo solteiros e sem filhos, por isso, pais e filhos não fazem mais parte da mesma geração.
  • vive e estuda num ambiente multicultural. 

Como foram educados pela TV ou computador, perderam a capacidade de espera. Este imediatismo os tonou ansiosos. Seja on-line ou off-line, não vivem mais o mesmo mundo, o mesmo tempo e a mesma história. Além disso, pesquisas mostram que a internet ativa áreas cerebrais diferentes das acionadas pelo livro e caderno. A linguagem mudou e com ela a maneira de pensar, se comunicar e se relacionar. Portanto, não tem mais a mesma cabeça e a mesma inteligência. Entretanto, para Serres as cabeças de hoje são mais bem constituídas do que cheias e este “vazio” deu espaço a um grau de inteligência mais elevado: a inteligência inventiva, a criatividade e originalidade. 

Então, não só de defeitos e problemas vive essa geração. Na verdade, temos muito que aprender com essa galerinha digital. Isso foi apenas um início de conversa para percebermos a importância deste estudo. Não estamos apenas lidando com tecnologias e realidades novas, mas com pessoas novas cheias de riquezas e potencialidades, nossos catequizandos. Conhecê-los para poder orientá-los, ensiná-los e amá-los é um desafio para todas as áreas, em todos os lugares na era da cultura digital.

Aline Amaro da Silva

(Jornalista e especialista no tema Ciberteologia e Cibergraça)