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“Senhor, que a tua palavra transforme a nossa vida.

Queremos caminhar com retidão na tua luz” 

O texto bíblico é um convite a ler, rezar, viver, partilhar. Essa experiência é sempre pessoal, mas pode e deve ser compartilhada com uma comunidade. O Espírito de Deus às vezes esconde na palavra do outro o que quer falar ao meu coração.           

Como já frisei, há profunda diferença entre “estudar” e “rezar” a Bíblia. Na leitura orante, o propósito é buscar compreender, na Palavra de Deus, o que Ele quer de mim. Suas palavras, assim como as sementes da parábola, são inspiração para a vida cotidiana. A nós cabe preparar o terreno... 

Isso implica, também, em não ser um ignorante em relação ao texto e ao contexto bíblicos. Pelo contrário. É preciso conhecer para amar. E não esquecemos o que amamos. Daí a importância de procurar conhecer melhor a Bíblia em seu contexto histórico, cultural, literário e linguístico. Ninguém leva a sério nem fanáticos, nem ignorantes. 

Mas o lugar privilegiado e sagrado da Palavra de Deus é o coração. E do coração, as palavras transbordam para as mãos, pois a Palavra Sagrada nos transforma. Ao nos comprometer com a Boa Nova, convida a uma Vida Nova.          

Há, hoje, opções muito interessantes para um estudo orante da Bíblia. Palestras, curso de teologia para Leigos (Centro Loyola - www.centroloyola.org.br ), círculos bíblicos baseados nos roteiros do Frei Carlos Mesters (Ed. Vozes), os livros de oração contemplativa do Pe. Álvaro Barreiro, sj (Ed. Loyola), os grupos de oração em torno da Palavra, nas paróquias e comunidades, a nossa Noite de Espiritualidade (toda última terça-feira do mês, no Colégio Imaculada), Grupos de Jovens, de Casais, Retiros e Cursos oferecidos por diversas instituições.           

A Bíblia é uma carta de amor que Deus nos escreveu. Ninguém deixa de lado uma carta de amor. O desejo é de ler e reler, bebendo cada palavra repleta de sentimentos. Na nossa cultura de maioria católica acomodada, muitos de nós tem em casa uma ‘Bíblia da Barsa’, bonita, colorida, enfeitando uma mesa, uma estante, um aparador. Em geral, aberta numa página com belas ilustrações empoeiradas pelo pó do esquecimento.           

A Bíblia não é objeto de decoração. É alimento para o coração.          

Eduardo Machado

Educador e escritor

03-09-2015