• Banner interno

1010561_585474344863730_1924578351_n.jpg 

O instante, entendido como substantivo, significa um momento muito breve

Desde os primórdios, o ser humano desenvolveu a habilidade de registrar, de algum modo, instantes de sua vida: da pintura rupestre que ilustra uma caçada às fotos digitais conhecidas por nós, todas não passam de tentativas de registrar um fato significativo do cotidiano e da própria existência. 

Para além da técnica desenvolvida, contudo, nós, seres humanos, temos a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar experiências vividas. É a memória

Seguramente, todos nós já experimentamos em nossa vida pequenos momentos que ficaram eternizados em nossa memória, porque moveram nosso afeto, porque nos afetaram. Portanto, poderíamos dizer que a memória tem relação direta com o nosso afeto. Eternizamos aquilo que faz sentido no nosso horizonte de vida. Nas palavras de Adélia Prado, “o que a memória amou fica eterno”. 

Olhando para nossa vida, que momentos são esses que nos marcaram e que constituem nossa própria identidade?

Momento de oração:

Colocar-se na presença de Deus, tomando consciência de si mesmo, diante Dele, desejando um encontro pessoal.

Graça a ser pedida: Senhor, dá-me reconhecer e saborear os instantes que compõem minha vida.

Feito pra acabar - Marcelo Jeneci

Quem me diz
Da estrada que não cabe onde termina
Da luz que cega quando te ilumina
Da pergunta que emudece o coração

Quantas são
As dores e alegrias de uma vida
Jogadas na explosão de tantas vidas
Vezes tudo que não cabe no querer

Vai saber
Se olhando bem no rosto do impossível
O véu, o vento, o alvo invisível
Se desvenda o que nos une ainda assim

A gente é feito pra acabar

A gente é feito pra dizer que sim
A gente é feito pra caber no mar
E isso nunca vai ter fim

 

Motivo – Cecília Meireles

Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

(MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001). 

Após a leitura dos textos, à luz das imagens apresentadas, trazer à memória instantes significativos de sua vida.

Concluir com uma conversa íntima com o Senhor, agradecendo por este encontro. 

 

Juliano Oliveira

Diretor da formação cristã do Colégio Loyola-BH