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“Ele tinha a condição divina, mas não se apegou à sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.

Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”  Filipenses 2,6-11       


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Tua vida se via destruída

mas tu alcançavas a plenitude.

Aparecias crucificado como um escravo

mas chegavas a toda liberdade. 

Havias sido reduzido ao silêncio

mas eras a palavra maior do amor. 

A morte exibia sua vitória

mas a derrotavas para todos.

O Reino parecia esvair-se contigo

mas o edificavas com entrega absoluta. 

Acreditavam os chefes que te haviam tirado tudo

mas tu te entregavas para a vida de todos. 

Morrias como um abandonado pelo Pai

mas Ele te acolhia em um abraço sem distâncias.

Desaparecias para sempre no sepulcro

mas inauguravas uma presença universal. 

Não é apenas aparência de fracasso

a morte do que se entrega a teu desígnio?

Não somos mais radicalmente livres

quando nos abandonamos em teu projeto?

Não está mais próxima nossa plenitude

quando vamos sendo despojados em teu mistério?

Não é a alegria tua última palavra

em meio às cruzes dos justos?

 

Benjamin González Buelta sj