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Muitas vezes
trago em minhas mãos
pedras e sequidão
autossuficiência e rigidez
incompreensão e prisões
pois ainda não vislumbrei
a transformação e a elevação
que sonhaste para mim
Mas Tu, Oleiro da Vida
fazes de mim Tua obra
Arrancas de mim
as pedras e o barro seco
que já não se deixam modelar
Arrancas de mim a dureza
que ainda me impede
de aceitar meu oco e meu vazio
como lugares de abertura ao Mistério
Arrancas de mim o medo
da fragilidade que me torna
novamente maleável
do encontro que me põe
em constante movimento
das mãos que podem alterar
minhas formas imperfeitas
Por isso eu Te dou graças
por Tua generosidade
que faz de mim novamente
um simples vaso capaz
de carregar gratuitamente
o Tesouro de ser Teu
amigo, companheiro
e servidor
 
Pe. Francys Silvestrini Adão SJ
26.03.2021
Imagem: pexels.com/ francesco-ungaro-1710813