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O sábio e o escorpião

 

O velho sábio viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água. Mas, quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente o animal o picou.

Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:

- Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?

O sábio respondeu:

- A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.

Então, com a ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.

 (Autor desconhecido)

 

a) Quais são os escorpiões que picam a vida dos jovens, adolescentes e crianças, hoje? Expressar em forma de desenho.

 

b) Convidar os participantes para falarem e anotar suas ideias.

 

c) Após analisar os casos abaixo, discutir de dois a dois:

 

- Maria vive atordoada com o ritmo de vida: sai cedo, estuda, almoça um lanche, corre para trabalho e faz curso de informática, à noite. Como podemos ajudar Maria a ser mais feliz?

 

- Pedro tem 17 anos e Joana tem 14 anos. Resolveram namorar e ficar juntos. Joana engravidou e deixou de estudar. Agora deixa a criança com a mãe e está procurando um emprego. Como podemos ajudar Pedro e Joana a assumirem suas responsabilidades?

 

- Marcos vive o dia inteiro na internet. Seu facebook tem mil amigos, mas na verdade não tem nenhum para bater um papo de tu a tu. Que conselhos poderíamos dar a Marcos para encontrar verdadeiros amigos, para ir a uma balada, para ajudá-lo nos estudos?

 

- Marina vive anestesiada, alienada. Na verdade, sonha ir ao shopping comprar, comprar. Sua mãe não sabe o que fazer com tantos sapatos, roupas... Ela pensa que felicidade pode-se comprar. O que diríamos a Marina para ela acordar e dar maior valor à vida?

 

- A família de Neimar é composta de pai, mãe, um irmão e uma irmã. Cada um tem sua TV no quarto. Na verdade é uma família que apenas mora junto. Neimar vive isolado, mas mesmo assim, é bom filho. Que conselhos poderíamos dar a esta família para haver diálogo, partilha das alegrias, dores...?

 

- Henrique vive numa favela. Seus pais não teem condições para comprar um computador, portanto é um excluído do mundo midiático. Como podemos ajudar a muitos jovens que são excluídos do mundo digital?

 

- Luiza está frequentando a catequese. Mente para a mãe e que vai se encontrar com a catequista, mas não vai. Tem mais faltas do que frequência, mas quer assumir o sacramento da crisma. O que diríamos à Luiza, para buscar alternativas diante de sua irresponsabilidade?

 

- Na escola Madre Teresa existe um grupo de jovens que desenvolvem várias atividades coletivas, ajudados pelos pais. Vejamos que grupos formaram: grupo de cuidados com a natureza, grupo de lazer com crianças carentes, grupos rapper, grupo de teatro, grupos artísticos, grupos pelas redes sociais voltados para a comunidade. A que grupo você gostaria de participar? Quem seria beneficiado? Por que o grupo é importante para os jovens e adolescentes?

 

- João era um menino estudioso. Porém um dia se juntou a um grupo de traficantes e ganhava dinheiro para ser olheiro. Mas também começou a consumir crak. Deixou de estudar, perambulava pelas ruas, roubando para poder consumir droga. Que sugestão você daria aos nossos governantes para acabar com as drogas?

 

- João frequenta o ensino médio. É um jovem consciente e preocupado com outros jovens que são irresponsáveis, sem nenhuma perspectiva de futuro. Vamos colaborar com João a buscar meios para ajudar estes jovens. Como?

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1. Prestando atenção à realidade Juvenil

 

Escolher uma frase e procurar acrescentar algo mais.

 

a) Vivemos em uma mundo globalizado, portanto todos somos afetados por tudo o que acontece na economia na política, na cultura, na religião...

 

b) Enquanto vivemos uma cultura fragmentada, a religião preocupa-se com o ser humano de forma integral.

 

c) As relações afetivas são assumidas de forma descompromissada. Tudo é passageiro e relativo.

 

d) Há valores que ainda permanecem: apego à importância da vida familiar e comunitária, a procura de Deus, apreço à ecologia, porém cada vez mais vivemos uma cultura artificial, isto é do aparentar ser.

 

e) Vivemos numa geração sem culpa, isto é, nada é pecado.

 

f) Muitas vezes a vida é banalizada e ameaçada: abortos, violência contra o diferente (índios, negros, gays) ausência de condições mínimas de vida digna (saúde, trabalho, moradia, educação...).

 

g) Jovens bem orientados não se deixam manipular, mas adoram novas experiências e aventuras.

 

h) Os jovens dominam as novas tecnologias e criam redes sociais. O importante é ser rapidamente ouvido, visto e considerado.

 

i) Há jovens alienados e isolados, porque vivem para si mesmos sem olhar nada ao seu redor. Seu mundo é a internet. Porém, é preciso considerar que o melhor meio de comunicação é a própria pessoa.

 

j) Os jovens querem viver em um mundo mais pacífico, mais tolerante e mais responsável. Sua organização se dá através das redes sociais para defender seus direitos e os da natureza.

 

k) Não se pode ver protagonismo juvenil na cultura midiática, pois milhões de jovens nunca tiveram contato com o computador e com a internet.

 

l) Os jovens são notícias, quase diariamente em veículos de comunicação. Aparecem em propagandas, como pessoas de vigor, beleza e liberdade. Por outro lado também são apresentados como violentos, descompromissados, desordeiros, voltados às drogas.

 

m) Há jovens que se agrupam por motivações culturais: músicas, danças, times de esporte, mas também por expressões simbólicas, elaboram significados e se posicionam publicamente na sociedade. Ex.: metaleiros usando cor preta, imitando ídolos do esporte, das novelas...

 

n) Os jovens urbanos, principalmente nas periferias, convivem com rotinas de analfabetismo. Dois milhões de jovens vivem em favelas.

 

Atividades

 

a) Em dois grupos, desenhar em papelógrafo

 - Alegrias vividas pela juventude;

- Medos, inseguranças, tristezas vividas pelos jovens;

- Apresentar ao grande grupo.

 

b) Formar dois grupos

Grupo 1: Utilizando as frases apresentadas, trazer presente dois problemas vividos pelos jovens. Ex: droga, desemprego e explicar o porque desta situação.

Grupo 2: O grupo que está na escuta, deverá apresentar 5 soluções, diante da exposição feita. Se as 5 soluções não forem aceitas, o grupo 1 deverá apresentar outras.

 

O trabalho termina quando, em acordo, são aceitas as propostas de solução.

 

c) Apresentar em teatro, ou em mímica:

 - O jovem e a família;

- O jovem e a educação;

- O jovem e o lazer;

- O jovem e a saúde;

- O jovem e seus relacionamentos de amizade

- O jovem e as novelas;

- O jovem e a fé;

- O jovem e os meios de comunicação (redes sociais);

- O jovem e o consumismo (shoppings);

- O jovem em seus direitos e deveres.

 

d) Dar um papel em branco

 - Cada qual se desenha;

- Ao redor do desenho escrever de si: Uma qualidade, um sentimento, uma preocupação, uma alegria, um sonho, uma tristeza, um defeito, uma pessoa que admira;

- Escrever uma frase a uma pessoa que ama muito;

- Partilhar o que escreveu com alguém que sabe escutar;

- O amigo que escutou faz uma apreciação positiva e vice-versa, para o grande grupo.

 

2. Para as crianças e adolescentes

 

a) Apresentar o cartaz da CF 2013:

 - Responder: quais os elementos principais do cartaz? O que  a jovem está vendo e pensando? Gostamos do cartaz? Por quê?

 - Desenhar o cartaz, acrescentando os jovens que conhece colocando seu nome. (irmãos, amigos da família).

 Para saber

Uma criança é considerada criança até os doze anos. Entre os doze e dezoito anos é adolescente e jovem entre os dezoito e vinte e quatro anos. Após, a pessoa é considerada adulta. Porém hoje, muitas pessoas se acham jovens a vida toda.

 

b) Utilizar figuras de jornal onde aparecem jovens:

 - dar uma figura para cada grupo;

- A partir da figura, cada grupo cria uma notícia importante que será apresentada a todos os participantes;

 

c) Convidar algum jovem da crisma para ser entrevistado:

- Nome – idade – série que estuda – onde?

- É bom ser jovem? Por quê?

- Contar uma experiência vivida.

- Por que está na catequese de crisma?

- Você ama Jesus? Como?

- Outras criadas pelo grupo.

 

d) Ler e contar a história:

 

O verdadeiro vencedor

 Nas olimpíadas Especiais de Seatle – USA – nove participantes, todos deficientes físicos ou mentais, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.

Ao sinal partiram cada um com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.

Todos largaram, com exceção de um garoto que tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os demais participantes ouviram o choro, diminuíram o passo, olharam para trás, viram o competidor ao chão, deram meia volta e foram ao encontro dele. Uma das meninas que participava da corrida, portadora de Síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto caído e disse:

- Pronto, agora vai sarar.

Em seguida todos os nove participantes se deram as mãos e caminharam até a linha de chegada. O estádio inteiro se levantou e aplaudiu, durante vários minutos, cena que comoveu a todos. Eles ensinaram que o que realmente importa é ajudar o outro a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar o curso.

 

- Dramatizar com o grupo a história;

- Cada um vai dizer: - Sou vencedor quando consigo perdoar a quem me ofendeu. - Sou vencedor quando....

- Dizer o nome de um dos colegas e porque ele é vencedor.

- Dizer o nome de pessoas, jovens, atletas, que são consideradas vencedoras. Por quê?

- Jesus é o nosso grande amigo vencedor, porque quer vida para todos. Seremos vencedores com Ele quando nos comprometermos com os valores que Ele nos ensinou: o amor, a verdade, amizade, a paz, o perdão, a justiça e outros...

 

Fazer um belo desenho de Jesus com você e seus colegas, vivendo um valor mais necessário. Faça sua escolha.

 

- Formar painéis, dividindo o grupo em 6 subgrupos. Dar metade de uma folha A4 e cada grupo escreverá 2 palavras para cada vivência, a seguir:

 * O que é certo na vivência familiar?

* O que é certo na vivência escolar?

* O que é certo na vivência em comunidade?  Se vivermos estes valores, que jovens seremos no futuro?

* O que é errado na vivência familiar?

* O que é errado na vivência escolar?

* O que é errado na vivência em comunidade?  Se vivermos estes contravalores, que tipo de mundo estaremos criando?

 

Para tornar-nos futuros jovens comprometidos com bem estar de todos, precisamos ser fraternos.

 (Cada grupo desenha uma proposta em um cartaz)

 

e) Cada participante prepara um cartão desenhado e recortado para ser entregue a um jovem. Em cada grupo será discutida uma mensagem, a ser escrita nos cartões. 

Ex.: Querido/a amigo/a

Deus o/a chama, para fazer este mundo melhor. Você é capaz de responder decididamente? Eis-me aqui, Senhor, envia-me.

 

f) Promover com os jovens e as crianças uma tarde de lazer com aprendizados diferentes:

 - Oficina de teatro;

- Oficina de canto, e música com mímica;

- Oficina de brincadeiras

- Oficina de dança;

- Oficina de leitura bíblica, contando quem era Jesus;

- Oficina de confecção de bolachas;

- Oficina utilizando sucata para contar histórias;

- Oficina de pinturas

- Oficina com o hino da CF 2013.

 

g) Fazer um concurso com a frase mais interessante sobre a juventude.

 - Dar a um professor de português ou coordenação de catequese para fazer a escolha;

- Ver um brinde significativo para ser dado ao vencedor;

- As frases serão transcritas e entregues aos jovens na porta de uma missa.

 

h) Entrevistar um jovem profissional: Médico, jogador, porteiro, pescador, professora, faxineira, advogado, policial, bombeiro... (preparar as perguntas com os participantes) Pedir para trazerem os instrumentos de trabalho.

 

i) Responder de forma criativa com um canto, com palavras em fichas, em forma de notícias, figuras, entrevista, vídeos, data show, poesia...

 - Por que é bom ser criança?

- Por que é bom ser adolescente?

- Por que é bom ser jovem?

 

Texto extraído de:

BERTOLDI, Marlene. Fraternidade e Juventude. CF/2013. Arquidiocese de Florianópolis, pág. 12-21.

 

 

Equipe do Catequese Hoje

15.03.2013