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Muito se tem falado e escrito sobre o evento que se torna centro de atenção, foco da Igreja no ano de 2013: a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Talvez repita alguns pontos já ditos, talvez traga alguma reflexão nova. Mas certo é que faço sobre três eixos que considero importantes: a JMJ em si, a realidade das juventudes e a Igreja.

  

1)A JMJ em si: evento ou processo? Aqui existe uma tensão sempre presente. De um lado, ao considerar a JMJ como um grande evento corre-se o risco de centrar todo o processo na sua realização. O medo aqui é que todas as energias sejam gastas em torno da presença massiva de jovens no Rio de Janeiro. Se isso é o que se espera, então, passados os dias, a tarefa foi concluída. Mas há toda uma preocupação em fazer da JMJ um processo. Este teve início com a passagem dos Ícones (Cruz peregrina e Ícone de Nossa Senhora, e continuou com a Campanha da Fraternidade, e ainda a Semana Missionária, a JMJ e o pós jornada. Com isso, propõe-se não somente realizar um grande evento, mas mobilizar as comunidades e dioceses para uma grande conversão pastoral e do coração. Ou seja, espera-se que cada comunidade se organize para colher a revitalização oferecida na evangelização da juventude pela JMJ.

 

2)A realidade das juventudes: protagonismo, diversidade e evangelização. Nesse caso são três focos de tensão. De um lado temos a realidade eclesial e toda uma estrutura organizativa da JMJ. De outro, temos as juventudes presentes em vários movimentos, pastorais e outros organismos e caminhos presentes no interior da Igreja. E, por fim, um vasto campo, uma grande messe de jovens aos quais o anúncio do Evangelho precisa chegar. Espera-se aqui que aconteça uma abertura ao protagonismo dos jovens, como bem enfatizou a CF 2013, um trabalho intenso para comunhão de forças em vista da missão.

 

3)A Igreja. Espera-se que a JMJ, ao acontecer em forma de processo, assumindo o jovem como protagonista, faça ressoar nos corações e consciências o seu lema: Ide e fazei discípulos entre todas as nações! (Mt 28, 19). Ou seja, que a força mobilizadora da JMJ ajude toda a Igreja, como se tem falado nos textos de preparação, a entender que a “a missão na Igreja nunca foi opção”, “por existir uma missão é que temos uma Igreja”, “a JMJ é uma grande oportunidade missionária, “a JMJ é oportunidade de se criar uma nova cultura: uma cultura missionária”.  

 

Assim, espera-se que a JMJ produza um vigor evangelizador em todas as comunidades, de maneira especial em nossos jovens. Que em cada comunidade se fortaleça o desejo de promover e provocar o encontro do jovem com Jesus Cristo, tendo como artista principal em cena o próprio jovem. Que se alimentem ainda mais o respeito às diferenças e que o foco seja a messe das juventudes, principalmente aquelas que vivem em situações de fragilidades e fragmentação de vida e identidade.

 

Pe. Sebastião Corrêa Neto

Responsável pelo Setor Juventude no Regional Leste 2 da CNBB (Minas e Esp.Santo)

15.07.2013